Dia 25 de setembro se encerra a Semana Nacional do Trânsito, uma iniciativa pensada para discutir os altos índices de mortalidade nas ruas e estradas brasileiras, suas causas e o que fazer para mudar esse quadro. Porém, para que haja mudança, é necessário conhecer o problema. Por isso, separamos alguns dados impressionantes que pouca gente sabe sobre os acidentes de trânsito.

1 – 34.236 pessoas morreram no trânsito em 2017

morte no trânsito

O número é alto, mas já foi pior. Em 2011 foram 43.256 óbitos. No mesmo ano, o Brasil se comprometeu com a ONU a diminuir esse número pela metade até 2020. Embora tenha havido uma queda de quase 21% nas mortes, provavelmente ficaremos longe da meta prometida.

2 – É como se caísse um avião por dia com 110 pessoas dentro

É como se um avião caísse por dia

Quando cai um avião, existe uma comoção nacional. Dependendo do tamanho dele, até mundial. Então imagine se hoje um avião com 110 pessoas caísse em Manaus. Amanhã, outro, do mesmo tamanho, caísse em Fortaleza. Depois de amanhã caísse um no Rio de Janeiro. No quarto dia seguido de queda, ninguém mais compraria passagem, ninguém mais ia querer voar. Porém não é isso que ocorre no trânsito. Embora 110 pessoas morram em nossas ruas e estradas todos os dias, ninguém tem medo de sair de casa por isso. E mais, o número nem sequer faz com que as pessoas sejam mais cuidadosas ao volante.

3 – 1 nova pessoa por minuto enfrenta sequelas de um acidente de trânsito

Sequelas de acidentes que ficam

Ou seja, desde que você começou a ler esta matéria, 2 ou 3 pessoas perderam uma perna, quebraram um braço ou foram parar no hospital por conta de um acidente de trânsito. Em uma hora, são 60. Ao final de um dia, são 1.440 novos acidentados com sequelas.

4 – Para cada 1 morte, 10 pessoas ficam com sequelas permanentes

Ou seja, se em 2017 foram 34 mil mortos, outros 340 mil estão cegos, paraplégicos ou sofrendo com outra sequela. Para SEMPRE!

5 – 20 postes são danificados por mês no DF só em acidentes de trânsito

20 postes por mês

Só no Distrito Federal a companhia de energia elétrica tem que consertar 20 postes todos os meses porque alguém perdeu a curva, alguém andou acima do limite de velocidade… O custo direto vai para quem fez o estrago. E arrumar um poste pode custar até R$ 10.000,00. Mas como calcular as perdas que a falta de energia causou? Se um escritório ficou 24h sem luz porque um carro levou o poste, quem vai pagar a conta dos negócios perdidos e do serviço atrasado? E se foi um hospital que ficou sem luz?

6 – R$ 52 bilhões por ano é o montante que se perde com acidentes de trânsito

60% dos leitos são para acidentes de trânsito

Contando todo esse custo descrito no item 5, mais os custos médicos dos acidentados, o tempo afastado do trabalho, as indenizações, os prejuízos materiais, como o veículo, o que tinha dentro do veículo, e tantos outros valores que são desperdiçados quando acontece um acidente, a OMS calcula que a cifra chegue mesmo aos R$ 52 bilhões.

Apenas para efeito de comparação, a Reforma da Previdência quer mexer na vida de todo mundo para economizar R$ 1 tri em dez anos, logo, R$ 100 bi por ano. Ou seja, se parássemos de morrer e matar no trânsito, o Brasil teria muito mais dinheiro para investir. Aliás, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, esse valor também daria para construir R$ 1.800 hospitais. Quanto isso não melhoraria o atendimento a população?

7 – 60% dos leitos hospitalares do SUS são para vítimas de acidentes

Assim como 50% da ocupação nos centros cirúrgicos. Ou seja, sobraria hospital para tratar outras doenças.

8 – Para cada acidente fatal ou grave, foram 30.000 desvios de comportamento

Para cada morte foram 30mil infrações

Como assim? A gente sabe que nem toda vez que alguém desobedece ao limite de velocidade, um acidente acontece. Imagine se fosse assim? Não teria ninguém aqui pra escrever esta matéria ou lê-la. Todavia, de tanto desobedecer às leis, uma hora o acidente acontece.

Já vimos aqui pra cima que para cada morte no trânsito, 10 pessoas ficam gravemente feridas. Mas a conta é maior. Para cada óbito, são 30 danos apenas materiais, 600 incidentes ou quase acidentes e 30.000 desvios comportamentais.  Se são 34 mil mortos por ano, são 1.020.000.000 de desvios. 1 trilhão de vezes que alguém passou um farol vermelho, fez uma curva acima da velocidade compatível ou não guardou distância suficiente do veículo da frente. E cada vez que alguém desobedece a legislação de trânsito, essa pessoa está assumindo o risco de matar ou morrer.

Os números são grandes, então não é à toa que tanto se fale no assunto. No dia 24 de setembro a Raízen promoveu o Fórum Nacional de Segurança Rodoviária, com diversos especialistas que forneceram grande parte dos números usados nesta matéria.

Agora resta apenas uma pergunta: O que você pode fazer para diminuir os acidentes e as mortes no trânsito?

Por Paula Toco

 

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