quinta-feira, outubro 1, 2020
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Anfavea registra menor produção de veículos da história

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As quedas na produção e venda de veículos devido ao surto de coronavírus começaram a ser sentidas ainda em janeiro e fevereiro, quando a doença ainda não havia chegado ao Brasil. Em março, os impactos foram um pouco mais intensos. Já em abril, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) registrou a menor produção de veículos em 63 anos.

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Anfavea registra menor produção de veículos da história | Imagem: Volkswagen/Divulgação

De acordo com dados divulgados pela Anfavea na manhã desta sexta-feira, 8, desde o início da série histórica da indústria automobilística, em 1957, não havia um mês com produção tão baixa como abril de 2020.

Com quase todas as fábricas paradas ao longo do mês, 1.847 veículos foram produzidos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus durante o mês. Uma queda de 99% sobre o mês anterior e de 99,4% sobre abril do ano passado.

Montadoras pararam suas atividades no mês de março, mas algumas delas já divulgaram planos para retomar as produções aos poucos, além de fazerem acordos com sindicatos do segmento, suspendendo contratos temporariamente.

Para Luiz Carlos Moraes, Presidente da Anfavea, não é apenas uma crise de saúde e uma crise econômica. Há uma crise política no Brasil acontecendo paralelamente ao surto de coronavírus, que agrava as outras crises. Moraes defende que ações efetivas por parte dos governos serão fundamentais para definir o desenrolar dos acontecimentos.

Durante a coletiva, ele enfatizou que proteger a saúde dos funcionários deve estar em primeiro lugar. Ao mesmo tempo, é preciso encontrar meios para que o Brasil não entre numa recessão tão grave que possa levar o país a um colapso.

“Isso exige um engajamento coordenado de toda a sociedade e também do Estado brasileiro, com foco absoluto na saúde e na economia. Não é hora de ruídos políticos que só desviam as atenções do que realmente interessa à população brasileira no momento de uma crise sem precedentes”, explica.

 

Caminhões

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Em março, foram 6,4 mil caminhões vendidos. Já em abril, foram 4 mil unidades vendidas, o que representa uma queda de 38,6% de um mês para o outro.

Quando comparamos os resultados de abril com o mesmo período do ano passado, a diferença é de -53,5%.

No acumulado, houve diminuição de 19,6 % nas vendas em relação aos primeiros quatro meses de 2019, que totalizaram 30 mil unidades vendidas. Em 2020, foram 24 mil caminhões vendidos no mesmo período.

Sobre as exportações de caminhões, foram 217 em abril deste ano e 969 em março, o que representa diminuição de 77,6%. Em comparação com abril do ano passado, a queda é de 80,3%. No acumulado, houve redução de 17,9%.

 

Ônibus

Foram 320 unidades de ônibus vendidas em abril deste ano, contra 883 unidades no mês de março, representando 63,8% de queda. Em relação ao ano passado, a redução foi de 81,3%, já que em abril de 2019 foram 1.711 ônibus vendidos.

No acumulado deste ano, foram 3,9 mil unidades vendidas, contra 6,3 mil em 2019, com queda de 37,7%.

Nas exportações, foram 70 unidades de ônibus em abril. Em 2019, no mesmo mês foram 563 unidades exportadas, uma queda de 87,6%. Em relação mês passado, a redução foi de 77,2%.

 

Máquinas agrícolas

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As vendas de máquinas agrícolas haviam crescido 10,3% em relação ao mesmo mês do ano passado em março e 2% no acumulado. Em abril, as vendas diminuíram 41,8%, com 2,4 mil unidades vendidas.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda foi de 23,9%. No acumulado, a redução nas vendas de máquinas agrícolas foi menor: 4,6%. Nos primeiros quatro meses de 2019, foram 12,4 mil máquinas vendidas, contra 11,9 mil no mesmo período de 2020.

As exportações de máquinas, que também tiveram resultados positivos em março, agora apresentam redução. Em abril totalizaram 477 unidades, o que representa queda de 51,1% em relação a março deste ano. Quando comparamos com abril de 2019, em que 1,2 mil unidades foram vendidas, a diminuição é de 62,1%.

 

Para ver a carta da Anfavea na íntegra, clique aqui.

 

Por Pietra Alcântara

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