terça-feira, junho 22, 2021

Apesar de estarem qualificadas, número de mulheres caminhoneiras é baixo

Apesar de terem taxa de rotatividade mais baixa do que os homens na mesma profissão e hábitos de direção mais seguros, as mulheres caminhoneiras ainda representam uma pequena parcela dos motoristas do Brasil. No país, somente 0,2% dos motoristas de caminhão são mulheres, segundo dados da CNT.

Confira também: Caminhoneiras mostram que a estrada também é lugar de mulher

Emilie Worsham, analista sênior de sistemas de negócios da Omnitracs, afirma que a escassez de motoristas do sexo feminino no mercado é provavelmente devido a uma combinação entre as empresas que não tem o costume de contratar motoristas mulheres e ao fato das próprias não reconhecem o transporte rodoviário de cargas como uma oportunidade de carreira.

Worsham conduziu uma palestra baseada em dados sobre as operações da frota na Conferência das Mulheres na área de Tecnologia nessa segunda-feira, 12. Ela disse que, para muitas mulheres que procuram emprego, trabalhar com caminhão não vem automaticamente à mente.

“Eu sinceramente acho que eles não sabem que ser uma motorista de caminhão é uma opção para elas, porque é uma carreira dominada por homens”, disse Worsham. “Acho que as empresas agora começaram prestar atenção ao recrutamento de mulheres, mas também acho que as mulheres talvez ainda não considerem a profissão como uma opção viável para elas”.

Assista: Dia a dia no trecho – Mulheres estradeiras

Motoristas mais seguras

Para sua pesquisa, Worsham examinou 7.538 empresas de caminhões baseadas nos EUA. Ela descobriu que 40% dessas empresas não empregavam mulheres motoristas.

A pesquisa de Worsham indica que as mulheres são motoristas mais seguras. Ela descobriu que motoristas do sexo feminino compõem 8-12% do número total de motoristas que causam situações críticas, como excesso de velocidade, colisões e partidas de pista.

Entre outubro de 2017 e setembro de 2018 nos EUA, as mulheres tiveram uma porcentagem menor de acidentes os motoristas do sexo masculino – 7,5% contra 8,3%, respectivamente.

O American Transportation Research Institute (Instituto Americano de Pesquisas sobre Transporte, em tradução livre) colaborou com esses resultados. A ATRI publicou uma análise de seu modelo Crash Predictor atualizado em 31 de julho. O Modelo Crash Predictor quantifica a probabilidade de envolvimento futuro de colisão em operadores de caminhões com base em certos comportamentos de direção.

No geral, a pesquisa descobriu que as mulheres eram motoristas de caminhão mais seguras que os homens. Os homens foram 88% mais propensos do que as mulheres a ter atitudes de condução imprudente.

O sexo também teve um impacto sobre a probabilidade de envolvimento em acidentes. Por exemplo, os homens eram 20% mais propensos a se envolver em um acidente do que as mulheres.

Além de serem motoristas mais seguros, as mulheres geralmente permanecem em empregos de caminhões por mais tempo. A pesquisa de Worsham revelou que, entre outubro de 2017 e setembro de 2018, as mulheres tinham uma taxa de rotatividade de 50% e os homens tinham uma taxa de rotatividade de 62%.

Leia também: EXISTE VANTAGEM EM CONTRATAR MULHERES COMO MOTORISTAS?

E você parceiro, o que acha de ver mais mulheres caminhoneiras pelas estradas?

Adaptado de Transport Topics

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