quinta-feira, janeiro 27, 2022

Após fala de Bolsonaro, Petrobras reafirma que não antecipa decisões de reajuste dos combustíveis

A Petrobras divulgou um comunicado nesta segunda-feira, 6, afirmando que não antecipa decisões sobre reajuste nos preços dos combustíveis. A nota da estatal veio um dia após o presidente Jair Bolsonaro dizer que a empresa anunciaria redução no valor dos combustíveis nos próximos dias.

“A Petrobras, em relação às notícias veiculadas na mídia a respeito de expectativa de novos reajustes nos preços de combustíveis, esclarece que ajustes de preços de produtos são realizados no curso normal de seus negócios e seguem as suas políticas comerciais vigentes”, disse a estatal, em nota, de acordo com o UOL.

Essa não é a primeira vez que a empresa emite um comunicado logo após a fala do presidente. A Petrobrás já afirmou anteriormente que não antecipa decisões nem de aumento nem queda dos valores dos combustíveis. Em novembro, a empresa divulgou uma nota à imprensa depois de Bolsonaro dizer que a estatal iria reajustar o preço dos combustíveis em 20 dias. Entretanto, o reajuste acabou não ocorrendo.

Queda do petróleo Brent

Em entrevista à CNN, Jair Bolsonaro disse no domingo, 5, que a redução no preço dos combustíveis seria em função da queda do valor do petróleo Brent no mercado exterior. 

“A redução no preço dos combustíveis será automática e deve ser anunciada nos próximos dias, até o final de dezembro. A redução na Petrobras vai ocorrer porque o valor do petróleo Brent no exterior está caindo”, comentou.

O petróleo Brent serve como referência para o reajuste no preço dos combustíveis no Brasil. Desde 2016, a Petrobras adota a política de preço de paridade de importação (PPI). Essa política acompanha a variação do valor do barril de petróleo nos mercados internacionais e a cotação do dólar. Nesse modelo, os reajustes podem ser feitos a qualquer momento.

Diesel 7,4% mais caro em novembro

Segundo levantamento feito pelo Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o preço médio nacional do óleo diesel comum e S10, no início de novembro, ficou acima de R$ 5,60 nas bombas. O valor representa uma alta de 7,4% em relação a outubro. O aumento sobe para 49% na comparação com novembro de 2020.

Projeto de lei quer tentar conter aumento no preço dos combustíveis

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar nesta terça-feira, 7, o Projeto de Lei (PL) 1.472/2021 que propõe alternativas para conter a alta no preço dos combustíveis.

Para o autor da proposta original, Rogério Carvalho (PT-SE), o preço de paridade de importação adotado pela Petrobras garante lucros altíssimos para acionistas da empresa, mas impacta pesadamente na inflação.

O PL 1472 prevê que os preços internos praticados por produtores e importadores de diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo deverão ter como referência as cotações médias do mercado internacional, custos internos de produção e custos de importação, desde que aplicáveis.

Além disso, o projeto quer estabelecer uma frequência para o reajuste dos preços dos combustíveis. Atualmente, os reajustes podem ser feitos a qualquer momento. Isso porque a política adotada pela Petrobras acompanha a variação do valor do barril de petróleo nos mercados internacionais e a cotação do dólar.

 

Por Wellington Nascimento com informações de Agência Senado

 

1 COMENTÁRIO

  1. Quando o presidente Getúlio Vargas, criou a Petrobras; o slogan era o petróleo é nosso, com isso o Brasil furamente seria alto suficiente, uma empresa brasileira para os brasileiros sem fins lucrativos

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