segunda-feira, setembro 28, 2020
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Brasil no mapa mundial das estradas mais perigosas para o transporte de carga

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O crescente aumento no índice de roubos colocou o Brasil no mapa mundial das estradas mais perigosas para o transporte de carga.  Segundo levantamento feito pelo JCC Cargo Watchlist, os trechos das rodovias BR-116 (Curitiba – São Paulo e Rio de Janeiro – São Paulo); SP-330 (Uberaba – Porto de Santos) e BR-050 (Brasília – Santos) são consideradas áreas com risco muito alto para a ocorrência de roubo de cargas. 

O JCC Cargo Watchlist, que em português significa algo como “lista de atenção para cargas da JCC”, é um relatório mensal elaborado pela Joint Cargo Commitee, um comitê misto formado por representantes da área de avaliação de risco do mercado segurador de Londres (Inglaterra). Esse relatório monitora o risco para cargas transportadas, seja por via aérea, marítima ou terrestre em várias partes do mundo. Numa lista com classificações indicativas por cor, os países são avaliados em sete graus diferentes de risco, que vão numa escala de baixo à extremo risco. A lista considera riscos como guerras, greves, pirataria e roubo de carga.

 

Posição brasileira

Apesar de não sofrer com os fatores de risco ligados à guerras; as estradas brasileiras receberam pontuação 3,4, que as classifica com risco muito alto para ocorrências de roubo de carga. A classificação ficou semelhante à recebida pelo México, que ficou com pontuação 3,6 e a mesma classificação. Brasil e México são os únicos dois países onde o risco para a carga é o roubo rodoviário, conseguindo ficar atrás até de países em guerra como a Ucrânia.

Dos 58 países presentes no ranking, o Brasil é 12.º mais perigoso. Outros países considerados mais perigosos para a carga são países em estado de guerra, como a Síria, que é hoje o primeiro do ranking.

12.º é a posição do Brasil no mapa mundial das estradas mais perigosas para o transporte de carga
12.º é a posição do Brasil no mapa mundial das estradas mais perigosas para o transporte de carga

Prevenção

Os prejuízos com o roubo de carga para a economia brasileira são grandes. Por conta disso, ao longo dos anos, várias soluções tecnológicas e estratégias foram surgindo. “O gerenciamento de risco, quando bem realizado, pode ser crucial para que o transporte da carga aconteça de forma segura, eficaz e sem custos excessivos ou não previstos. Isso faz toda a diferença para a eficiência e saúde financeira da operação”, afirma Adailton Dias, Diretor da área de Transportes da Sompo Seguros.

Vale lembrar que muitos motoristas têm problemas com as gerenciadoras, mas hoje já existem canais de comunicação entre esses caminhoneiros e as instituições. Para saber mais sobre a Câmara Conciliadora, clique aqui.

O motorista também pode dar sua contribuição para a prevenção ao não comentar com outros sobre sua carga e destino e ficar atento a golpes de carros pequenos, que indicam problemas no caminhão para que o motorista pare e aí é anunciado o roubo.

 

Incidência

Segundo levantamento da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), houve 19.250 registros de roubos de carga em 2015 no Brasil, índice 10% superior aos 17.500 registrados em 2014.  O número de casos e o prejuízo contabilizado pelos transportadores foram recordes. O dano, somente com as mercadorias perdidas, soma R$ 1,12 bilhão.

E se em condições da via o Sudeste é o melhor local para se rodar, quando o assunto é roubo de cargas a situação se inverte. A região concentra 85,7% dos casos. O prejuízo estimado, no Sudeste, passa dos R$ 775 milhões. O estado de São Paulo é que lidera a lista, contabilizando 44,1% das ocorrências. Em seguida, vem Rio de Janeiro, que respondeu por 37,5% dos ataques criminosos.

Sudeste concentra grande parte dos casos de roubo de cargas
Sudeste concentra grande parte dos casos de roubo de cargas

Entre os produtos mais visados estão alimentícios, cigarros, eletroeletrônicos, farmacêuticos, químicos, têxteis e confecções, autopeças e combustíveis. O levantamento indica, ainda, queda no roubo de metalúrgicos e aumento no de bebidas, especialmente no Rio de Janeiro. “Também temos percebido um aumento substancial na interceptação de cargas de produtos de higiene pessoal e limpeza. Em algumas regiões, o roubo de carga de gêneros alimentícios já supera outras categorias antes mais buscadas pelas quadrilhas”, acrescenta Dias.

Adaptado de SOMPO Seguros SA

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