quarta-feira, outubro 21, 2020
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Carnaval, coronavírus e dólar influenciaram mercado de caminhões em fevereiro

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Carnaval, coronavírus e cotação do dólar. O que essas três coisas têm em comum? São três assuntos que influenciam diretamente a economia do nosso país. E não tem como falar de economia e não falar de transporte. Nesta sexta-feira, 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou os dados sobre as vendas de veículos no mês de fevereiro.

Leia também: 4 motivos para otimismo das montadoras em 2020

carnaval 2020 estrada

Durante a coletiva de imprensa, além de divulgar informações, o presidente da associação Luiz Carlos Moraes falou sobre como a Anfavea projeta o futuro do setor englobando licenciamentos, exportações e produção.

As vendas de veículos em geral tiveram aumento de 1,8% em fevereiro, quando comparamos ao mesmo mês de 2019. No acumulado, houve diminuição de 0,4%. Até o momento, foram 351 mil unidades vendidas no país. Um dos motivos é a diminuição das atividades durante o período do Carnaval, que este ano caiu em fevereiro.

 

Caminhões

aumento nas vendas de caminhoes

Houve queda de 6,7% nos licenciamentos de caminhões em fevereiro deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2019. Este ano, foram 6,4 mil unidades, contra 6,8 mil vendidas em fevereiro do ano passado.

No acumulado, a queda foi de 1,2%. Os dois primeiros meses de 2020 contabilizaram 13,6 mil unidade vendidas, contra 13,8 mil em 2019.

A categoria que teve maior queda nas vendas foi a de caminhões leves, com 14,6%. Os caminhões semipesados foram os únicos a terem crescimento nos licenciamentos em comparação com fevereiro de 2019, um aumento de 3,9%

Segundo a Anfavea, a queda nas vendas destoam do esperado, porém a média diária de vendas em fevereiro deste ano foi 3,6% maior que a média do mesmo mês no ano passado. Também foi a maior média diária desde 2014.

O que pode ter motivado a queda nos licenciamentos de caminhões foram os juros e taxas, que aumentaram devido políticas implantadas pelo atual governo, além da perda de crédito que as empresas tiveram.

Sobre exportação, houve aumento de 11,3% em relação a fevereiro de 2019. Foram 897 caminhões exportados no mês passado contra 806 exportados em fevereiro de 2019. No acumulado, o crescimento é de 35%.

 

Ônibus

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Imagem: Mercedes-Benz/Divulgação

Foram 1,2 mil unidades vendidas em fevereiro, o que representa queda de 13,8% em relação ao mesmo mês de 2019. No acumulado, a queda foi de 10,1%.

436 unidades de ônibus foram exportadas em fevereiro deste ano, contra 711 no mesmo período de 2019. Isso representa queda de 38,7%. No acumulado, a queda é de 33,7%, com 702 unidades nos dois primeiros meses de 2020 contra 1 mil unidades em 2019 no mesmo período.

 

Máquinas agrícolas

Neste mês foram 2,8 mil unidades vendidas, 1,7% a menos que as unidades vendidas em fevereiro de 2019. Em relação ao mês passado, houve aumento de 13% nas vendas. No acumulado, também houve queda: 3,8%.

As exportações também tiveram queda nos primeiros meses de 2020. Foram 822 unidades exportadas neste mês, contra 832 em fevereiro do ano passado, o que representa diminuição de 1,2%. No acumulado, a queda é de 13,2%.

 

Coronavírus e reflexos na economia

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A Anfavea vem monitorando os efeitos da nova doença na economia, principalmente no que diz respeito à países fornecedores de peças. Até o momento, somente a China paralisou a produção de veículos devido o vírus, especificamente na cidade de Wuham, que está de quarentena. Já na Coreia do Sul, no Japão e na Sérvia, há escassez de autopeças devido as paralisações de atividades.

No Brasil, o indicado é que as empresas tomem medidas de monitoramento para proteger seus funcionários, como redução de viagens internacionais.

Luiz Carlos Moraes afirma que há risco de parada de produção por aqui no futuro, mas que alternativas estão sendo consideradas para que isso não aconteça. “Existem riscos sim, estamos monitorando”, explica.

Sobre a alta do dólar, que também implica na desvalorização do real, Moares fala que a situação está acima do normal. “A volatilidade do câmbio deve ser administrada”, afirma.

 

Salão do Automóvel

Uma série de fatores levou ao anúncio de que o Salão do Automóvel deste ano foi adiado para 2021. Segundo Moraes, o adiamento não interfere na Fenatran, feira de transportes programada para o mesmo ano.

Ainda não há prazo para divulgação de uma nova data para o Salão do Automóvel. A única informação é que o evento ocorrerá em 2021, ao invés de 2020. O presidente da Anfavea disse, ainda, que podem ocorrer alterações no local do evento e até uma junção de salões do automóvel de outros países da América Latina, como o de Buenos Aires. As possibilidades estão sendo estudadas.

 

Para ver a carta na íntegra, clique aqui.

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