segunda-feira, agosto 10, 2020
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Como a pandemia influenciou o transporte de mudança?

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A pandemia da covid-19 mudou o mundo. Mudou a forma como as pessoas vivem, trabalham e consomem. Isso também inclui o transporte de cargas. Um segmento muito comum em áreas urbanas é o transporte de mudança: o deslocamento de móveis e pertences de alguém. Apesar da pandemia, tem gente que precisa mudar de casa e levar consigo mobilia e outras coisas.

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transporte de mudanca
Como a pandemia influenciou o transporte de mudança?

Para falar sobre esse assunto, conversamos com o Nathan Henrique, da Transportes e Mudanças BH, que nos contou quais alterações são necessárias hoje em dia no transporte de mudança durante a pandemia.

 

Transporte de mudança na pandemia

Nathan conta que, do ponto de vista regulatório, não houve nenhuma alteração. Mas por causa do risco de contágio, existem recomendações para os motoristas. “Todos são orientados na utilização de máscaras, luvas e álcool em gel 70%, conforme orientações da ANTT“, explica.

Serviços extras como montagem e desmontagem de móveis também sofreram alterações. Antes, podiam ser feitos juntamente com o empacotamento. Agora, estão sendo feitos em dias diferentes para evitar uma quantidade ainda maior de profissionais envolvidos no mesmo local ao mesmo tempo.

Nathan acredita que várias mudanças comportamentais, que vieram para impedir o contágio, podem continuar sendo executadas no futuro, mesmo após o fim da pandemia. Na prestação de serviço, por exemplo, ele explica que agora há orientação de sempre esterilizar ambientes e recusar “lanchinho” e até mesmo água oferecida por clientes. “A orientação é justamente trazer tudo de casa para evitar ao máximo o contágio”, explica.

Nathan acredita que as orientações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) podem ser adaptadas para cada tipo de serviço prestado. “Dizemos isso, justamente pelo fato de não levamos cargas padrões. Ao mesmo tempo são mudanças comuns, como podem ser transportes de obras de artes”, justifica.

 

Mercado

Aumento na circulação de VUCs pelos centros urbanos
Transporte urbano de cargas.

Para o professor de Geografia, Éder Luiz da Silva, que falou ao R7, existe uma tendência mundial de que as populações das grandes cidades diminuam e sejam transferidas para cidades menores ou até o campo. Esse movimento já vinha acontecendo antes, mas será potencializado pela pandemia.

Não é a primeira vez que o mundo vive esse movimento. Segundo artigo da revista Foreign Policy, após a pandemia da gripe espanhola, no início do século passado, a população da Ilha de Manhattan, em Nova York, que era de 2,5 milhões em 1920, baixou para 1,5 milhão em 1970.

Isso significa então que ocorrerão mais mudanças de uma vez? Não necessariamente. Mas pode significar um impacto menor no setor.

O Quinto Andar, considerada a maior imobiliária digital do Brasil, afirmou ao UOL que o coronavírus inevitavelmente impactou as mudanças. “Houve queda na procura por imóveis, com certeza”, admite. “Mas para um patamar melhor do que aquele que, no início da pandemia, a gente esperava. E ela já vem se recuperando”.

Nathan, da Transportes e Mudanças, acredita que, por ser um serviço de necessidade, as mudanças não pararam mesmo com a crise. “As pessoas continuam mudando, seja por padrão de vida ou por outras necessidades”, afirma.

“Sabemos que existe uma certa resistência das pessoas em comprar imóveis neste momento. Isso acontece por ser um período de grandes incertezas. A maioria esmagadora das pessoas têm medo de arriscar em grandes aquisições em tempos como estes”, justifica ele.

Nathan acredita que, para transportadores, esse é o momento de explorar outras oportunidades. “Muitas transportadoras não prestam o serviço de carretos, ou seja, transporte de pequenos volumes e utensílios separados”. Para a Transportes e Mudanças BH, é importante também oferecer esse serviço, que pode ajudar a compensar a falta de demanda dos serviços padrões. “Acredito muito nesse tipo de serviço, pois grandes marketplaces já apostaram em venda de objetos usados e esse número aumenta ano a ano”, ele frisa. 

Por último, Nathan Henrique faz uma ressalva para donos de transportadoras de mudanças: “Sempre esteja atento ao mercado imobiliário de sua cidade. Participe de palestras, eventos, lives. Quanto mais adquirir conhecimento deste mercado mais irá ter respostas para crises como estas”.

 

Se você é do transporte de mudanças, conte para a gente: o que você está fazendo para enfrentar a crise?

 

Por Pietra Alcântara

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