“O equipamento de amarração deve oferecer segurança na operação, não pode danificar a carga e precisa atender as solicitações de esforço comuns no trajeto, como frenagens bruscas, curvas e acelerações.” A orientação do engenheiro Gustavo Cassiolato, presidente da Associação Brasileira de Engenharia, Movimentação e Amarração de Cargas (Abemac).

Cassiolato observa que, a partir desta orientação, a escolha entre cabos de aço, cintas de poliéster ou correntes de aço para amarrar a carga, deve levar três fatores em consideração:

1) Tipo de carga. Para determinar o equipamento pelo tipo de carga, deve-se optar por aquele que não agrida a peça a ser amarrada e que melhor se adapte a suas características, como dimensão e peso.

2) Sistema de amarração. As amarrações de carga podem ser fixadas em dois formatos, por atrito (aquele que envolve a carga) ou por amarração direta, quando o equipamento de amarração liga o ponto de ancoragem diretamente a carga.

3) Carroceria utilizada / Ponto de ancoragem / Proteções da carroceria. Através da carroceria e da distribuição de carga, temos alguns equipamentos mais adequados para suas dimensões e características.

Amarração direta da carga à carroceria
Amarração direta

Exemplo: a amarração adequada para chapas de aço

  • Chapas de aço de vários tamanhos – as de menor dimensão devem, normalmente, ser carregadas em cima e na parte da frente do veículo contra o painel de proteção da cabine ou outro dispositivo de travamento, de modo a que não possam oscilar frontalmente.
  • Chapas metálicas “oleadas” – devem ser agrupadas em um só fardo e ser amarradas primeiro entre si e só depois fixar o fardo na carreta.
  • Chapas planas – podem, por vezes, ser carregadas e fixadas nos paletes.
  • As cintas para amarração das chapas de aço – normalmente a amarração de cargas em chapas metálicas se dá com a utilização de cintas de poliéster, que apresentam maior área de contato com a peça. Deve-se levar em consideração a utilização de luvas de proteção para evitar o contato com o canto vivo das chapas metálicas com as cintas de poliéster. A quantidade e o espaçamento entre as cintas podem variar de acordo com as dimensões e peso das chapas metálicas.
  • O risco dos cabos de aço nesta operação – neste caso, os cabos podem se deformar pelo ângulo utilizado, não oferecendo tanta área de contato com a peça como a cinta de poliéster, devendo ser utilizada uma quantidade maior de cabos de aço para efetuar a fixação correta.
  • O uso de correntes de aço – as correntes podem danificar as bordas das chapas, não sendo indicadas para tal situação se forem de baixa espessura. Correntes de aço são indicadas para amarração de chapas grossas, acima de uma polegada (1”) de espessura.

 

Como amarrar chapas de aço no caminhão
Chapa de aço

Fonte: engenheiro Gustavo Cassiolato, presidente da Associação Brasileira de Engenharia, Movimentação e Amarração de Cargas (Abemac)

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Por Jaime Alves

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