Você que é motorista profissional, concorda com os limites de velocidade nas estradas? Esse assunto dá muito o que falar, uma vez que muita gente é contra o limite de velocidade em alguns trechos por aí, como quando o limite foi reduzido na Marginal Tietê, em São Paulo, e gerou discussão.

Mas você sabe como esses limites são definidos? O que é levado em consideração? A Superinteressante respondeu essa pergunta e explicou como os limites de velocidade são calculados para rodovias. Continue lendo e entenda o que está em jogo quando o limite de velocidade é calculado por especialistas.

Assista: VOCÊ MUDA DE VELOCIDADE AO PASSAR POR PONTES ESTREITAS?

 

Distâncias

Os limites de velocidade nas estradas são definidos com base em duas distâncias.

Uma é a de frenagem: quantos metros são necessários para o veículo parar quando aparece um obstáculo (inclua aí o tempo de reação do motorista). Outra é a de visibilidade: se a estrada tem muitas curvas, por exemplo, obstáculos relativamente próximos podem se esconder atrás delas – e aí é bom o estradeiro ir devagar para não ser pego de surpresa.

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Especialistas levam em consideração as condições da estrada, se ela possui muitas curvas e o tempo de frenagem do motorista, caso precise frear bruscamente.

De acordo com João Cucci, professor de engenharia de tráfego da Universidade Mackenzie, quando engenheiros de tráfego detectam um ponto crítico na pista, eles fazem testes práticos para determinar essas duas distâncias. A partir delas, sai um número chamado velocidade diretriz. 

O que é velocidade diretriz? É o limite perfeito do ponto de vista de um físico – mas a prática usual é impôr um limite ligeiramente menor que a diretriz, para dar margem de erro aos motoristas. Se uma é 130 km/h, a outra será 120 km/h, por exemplo.

É como colocar estabelecer a data de vencimento de um produto antes do vencimento verdadeiro, para poupar o estômago de quem como aquele iogurte alguns dias depois. 

Essa margem de erro é para sua segurança, e não para te dar uma folga do radar: a multa leva em consideração a velocidade máxima mostrada na placa, e não a velocidade diretriz determinada na época da construção da via. Não há nenhum tipo de tolerância para os infratores.

Segundo regulamentação estabelecida pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), as placas devem aparecer sempre em múltiplos de 10 – por isso você nunca verá uma placa com 45 km/h ou 55 km/h. Uma placa vale até que a próxima apareça.

Por último, é bom dizer que aspectos pontuais de uma rodovia podem fazer com que se adote trechos específicos onde a velocidade é reduzida. Por exemplo, se há travessia de escolares, alta incidência de acidentes, mais volume de uso em um local, essa parte terá velocidade menor que os outros.

 

E você, também tem alguma dúvida sobre o trecho? Fique ligado e acompanhe nossas transmissões ao vivo pela fanpage do Pé na Estrada no Facebook, todas as terças-feiras às 12h30 e as sextas-feiras na página de Pedro Trucão e na Web Estrada, também às 12h30.

 

Adaptado de Superinteressante

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