quinta-feira, outubro 1, 2020
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Confira 3 fatores que causam desperdício de grãos durante transporte

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O desperdício de grãos durante o transporte é um problema que causa perdas nos lucros da operação. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulga nesta terça-feira, 5, um estudo sobre o tema. De acordo com as instituições, existem três fatores decisivos quando o assunto é desperdício de grãos.

Leia também: Caminhoneiros e índios querem discutir Ferrogrão

Os dados revelam que o Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente.

O estudo apurou também que o arroz, cuja maior produção nacional tem origem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, tem uma variação de 1,5 a 4% de perdas na armazenagem em silos.

Ainda de acordo com a pesquisa, existem três principais fatores que causam a perda de grãos durante o transporte de cargas. Eles são:

 

Más condições das rodovias

investimento em transportes

Dados do Anuário CNT do Transporte 2018 mostram que 50% dos trechos avaliados têm problemas no pavimento. E 77,9% dos trechos avaliados têm falhas na geometria.

Outro problema é que a maior parte das rodovias pavimentadas, cerca de 92,7%, é de pista simples. 61,8% das vias analisadas pela CNT apresentam algum tipo de problema sendo classificadas como regular, ruim ou péssima.

Outro estudo da CNT mostra que no Brasil as metodologias usadas para a pavimentação de rodovias estão ultrapassadas, quando comparadas aos métodos de construção e reparação de rodovias em outros países. Por isso, as reformas e manutenções duram pouco e a pavimentação de desgasta antes do tempo.

Circular por estradas assim aumenta a possibilidade de derramamento da carga e, logo, do desperdício de grãos, segundo o estudo da Conab.

 

Precariedade da frota de caminhões

A pesquisa Perfil dos Caminhoneiros 2019 mostra que a idade média dos caminhões chega a 15,2 anos no Brasil. Esse número é maior do que o apurado pela mesma pesquisa em 2016.

Esse aumento foi observado tanto na frota de caminhoneiros autônomos (que passou de 16,9 anos, em 2016, para 18,4 anos, em 2019) quanto nos veículos conduzidos por empregados de frota (de 7,5 anos para 8,6 anos). 

Os dados indicam que motoristas enfrentam dificuldades para a aquisição de novos veículos. 27,4% dos caminhoneiros entrevistados destacam a necessidade de financiamentos oficiais a juros mais baixos para a compra de veículos entre suas principais reivindicações. 

A pesquisa também revela que 47% dos autônomos entrevistados adquiriram o veículo por meio de financiamento e que 20,9% deles ainda não quitaram a dívida.

Veja também: Quem merece um financiamento do BNDES?

 

Imprudência dos motoristas

Você acha que motoristas mais novos são mais imprudentes? Uma pesquisa do Detran analisou 17 mil motoristas que tiveram o direito de dirigir suspenso porque cometeram infrações no trânsito e traçou o “perfil” do motorista infrator.

Quase 80% desses motoristas têm mais de 30 anos e dirigem há mais de 10 anos – o que derruba a tese de que motoristas mais jovens e recém habilitados são, em sua maioria, imprudentes no trânsito. As informações são do Jornal Hoje.

O excesso de velocidade é a segunda infração de trânsito mais cometida, perdendo apenas para o uso do celular ao volante, de acordo com uma pesquisa da Arteris.

No levantamento, 40,7% dos motoristas admitiram exceder os limites de velocidade e, para esses, a principal desculpa apresentada foi a pressa, que corresponde a 28,7% das respostas. 13,4% das pessoas ouvidas atribuiu a falha aos limites de velocidade baixos e 11,3% à falta de atenção.

Rodar em alta velocidade e outras práticas imprudentes podem contribuir para o desperdício e vazamento de grãos do cargueiro.

 

E para você, estradeiro? Quais são os fatores que causam mais desperdício de grãos durante o transporte?

 

Por Pietra Alcântara

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