sexta-feira, outubro 30, 2020
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Dersa vira foco de denúncias de corrupção e é extinta

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A empresa de Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), companhia responsável por obras do Rodoanel e pela travessia de balsas no litoral, foi extinta pela Assembléia Legislativa na última terça-feira, 10.

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A Dersa virou o maior foco de denúncias de corrupção contra políticos e integrantes de gestões do PSDB em São Paulo.

O ex-diretor da empresa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi apontado como o operador de propinas para figuras como o senador José Serra e o ex-ministro das Relações Exteriores, Aloísio Nunes Ferreira. Paulo Preto foi diretor da Dersa entre 2007 e 2011.

Ambos negam relação com os crimes do ex-subordinado, condenado duas vezes em processos da Operação Lava Jato em São Paulo e preso preventivamente em Curitiba por causa de outro processo. As informações são do UOL.

Extinção da Dersa

Em nota, o governo de São Paulo informou que será aberto um plano de demissão incentivada aos funcionários e que as atividades da estatal vão ser transferidas para a Secretaria de Transportes e Logística.

Ainda segundo a nota, o governo afirma que já iniciou o processo de concessão dos serviços de balsas e lanchas à iniciativa privada.

 

Casos de corrupção

A Polícia Federal apreendeu em junho de 2018, durante a operação “Pedra no Caminho” de combate à corrupção e desvio de recursos públicos de obras do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, R$ 100 mil e US$ 5 mil, em dinheiro, na casa de um ex-fiscal do lote 4 das obras do Rodoanel, atualmente gerente de obras da construtora Dersa.

A apreensão ocorreu em um dos 51 mandados de busca e apreensão que foram cumpridos na operação em São Paulo e Espírito Santo. Também foram expedidos 15 mandados de prisão.

Em agosto de 2019, a estatal se envolveu novamente em outro caso de corrupção, quando o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra ex-diretores da Dersa e pediu o ressarcimento de R$ 593 milhões aos cofres públicos. Segundo os promotores, o esquema fraudou licitações do Rodoanel Sul e do Sistema Viário Metropolitano.

Segundo a Força Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, o prejuízo foi causado pela formação de um cartel nas obras do trecho sul do Rodoanel e em sete grandes projetos do Programa de Desenvolvimento do Sistema Viário Metropolitano, de responsabilidade da Prefeitura de São Paulo: as avenidas Roberto Marinho, Chucri Zaidan, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Marginal Tietê, Jacu Pêssego e o Córrego Ponte Baixa.

Adaptado de G1

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