O diabetes é uma doença séria que oferece grandes riscos à saúde se não for controlada. Para quem dirige profissionalmente ainda há um agravante: o motorista diabético tem maior chance de se envolver em acidentes de trânsito.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o perigo existe quando há evolução crônica do quadro em casos específicos. Um deles é a retinopatia diabética, que causa perda da visão. Mais um é a neuropatia diabética, que traz alterações motoras e de sensibilidade nos membros inferiores.

Outros riscos são a doença arterial coronária e a cerebrovascular, que podem se manifestar no ato de dirigir. Tem ainda a insuficiência arterial periférica, que pode evoluir até a amputação de membros. E o pior de todos os ricos: a hipoglicemia, um distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue.

A hipoglicemia pode provocar taquicardia (batimento rápido do coração), tremores, aumento da agressividade, sudorese (suor excessivo), náuseas, tonturas, falhas de atenção, perturbação da consciência e desmaio. Caso não corrigida pode evoluir para sintomas relacionados com o sistema nervoso central: inquietação, falta de coordenação, desorientação, progredindo a convulsões, coma e morte. Todas essas condições interferem com o ato de dirigir.

Segundo a Abramet, motoristas com diabetes tipo 1 relatam mais acidentes, infrações de trânsito e episódios de hipoglicemia na direção de um veículo. Estudos realizados em simuladores, com voluntários, demonstraram que hipoglicemias moderadas alteraram a capacidade de dirigir em 35% das pessoas estudadas (desvios de direção, guinadas, saídas da pista, excesso de velocidade, condução lenta, freadas e acelerações). Causam ainda outros problemas, como ultrapassagem de faixas contínuas, acelerações e freadas indevidas.

Por Jaime Alves

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