A Serra do Cafezal, na Rodovia Régis Bittencourt na altura de Miracatu, na região do Vale do Ribeira – trecho que já foi conhecido como “rodovia da morte” – teve suas obras de duplicação concluídas neste mês. Nas últimas semanas, a concessionária, que cuida da rodovia desde 2008, executou os últimos testes das câmeras e sistemas de monitoramento do trecho. 

Hoje, às 10h, acontece a cerimônia de entrega da duplicação da Serra do Cafezal. A solenidade contará com a presença do Ministro de Estado dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, do Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Jorge Bastos, e do presidente da Arteris, David Díaz.

O repórter Jaime Alves fez uma reportagem sobre o assunto – confira na última edição do Pé na Estrada.

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O investimento total da duplicação é de R$ 1,3 bilhão e as obras foram iniciadas em 2010. Para a duplicação, restavam 30 km de 400 km que compõem a rodovia. Um dos principais objetivos da obra é oferecer mais segurança aos motoristas e também otimizar o tempo de percurso entre a Capital e o sul do País, interferindo o mínimo possível no meio ambiente.

Ao todo foram construídos quatro túneis, três em direção ao sul do País, nos km 357, 360 e 361, todos com três faixas para veículos e um outro túnel no km 348, sentido São Paulo, com quatro faixas rolantes. Além dos túneis, foram construídos 39 viadutos que fazem as ligações com os túneis. A criação dos viadutos foi uma solução da concessionária para reduzir os impactos ambientais na região.

Na altura do km 357 está o túnel de maior extensão, com aproximadamente 700 metros de extensão, sendo que os quatro juntos somam 1,7 quilômetros. Dentro deste túnel, também foi construído um túnel de emergência, que será utilizado por pedestres.

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Imagem: Registro Diário

Radar

Os motoristas que forem trafegar pelos túneis que ficam na Serra do Cafezal devem ficar atentos ao limite de velocidade, quanto nas vias em direção ao sul, como para a Capital também. De acordo com a concessionária Autopista Régis, a velocidade média nos tuneis será de 60 km/h e quem não respeitar será multado.

A concessionária implantará radares entre o túnel 3 e 2 e também no túnel 2 e 1. Quem tiver descendo pela rodovia, poderá ver a velocidade do veículo registrada em um telão no túnel 3.

Um radar também será instalado no final do túnel 4. Ainda de acordo com a concessionária, o objetivo das instalações dos radares é garantir a segurança dos motoristas já que a rodovia é conhecida pelo excesso de curvas, devido ao seu traçado original, sendo uma a cada dois quilômetros da via.

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Imagem: Registro Diário

Rodovia

Desde 2008, a Autopista Régis Bittencourt é a responsável pelos 402,6 quilômetros da rodovia Régis Bittencourt (BR-116). A concessão para administrar e conservar a rodovia por 25 anos foi obtida em leilão realizado em 9 de outubro de 2007. O contrato foi assinado em 14 de fevereiro de 2008 e prevê investimentos de R$ 4,6 bilhões durante sua vigência de 25 anos.

A Régis corta as cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço, Juquitiba, Miracatu, Juquiá, Registro, Pariquera-Açu, Jacupiranga, Cajati e Barra do Turvo, no estado de São Paulo; e Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Antonina, Colombo e Curitiba, no estado do Paraná.

O fluxo da Régis é formado por 60% de veículos pesados – como caminhões – e 40% de veículos de passeio. Com a liberação da faixa duplicada, espera-se que haja mais segurança, melhor fluidez e que o tempo de viagem diminua para todos os que precisarem cruzar o caminho da Serra do Cafezal.

 

Pietra Alcântara com informações da Gazeta SP

 

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