Começa oficialmente amanhã, 22 de setembro, mais uma edição da IAA. A feira que acontece em Hanover/Alemanha é a mais importante no segmento de veículos comerciais da Europa e referência para o mundo. Se nas últimas edições o tema sustentabilidade fazia tudo ser verde, desta vez é a cor azul que predomina, trazendo um conceito apresentado por quase todas as empresas, o de Eletromobilidade e Conectividade.

Comparando as novidades trazidas por cada marca, seja de caminhão, implemento, peças e tecnologia, percebe-se que quase todas apontam um futuro onde os veículos irão interagir de forma eletrônica, gerando informação para ele mesmo e para toda a cadeia. O mercado também mostra que finalmente está chegando a hora do veículo elétrico, principalmente nas cidades, seja no transporte de pessoas, seja no de mercadorias.

Mercedes-Benz Urban E-truck
Mercedes-Benz Urban E-truck

Os veículos a diesel continuam de extrema importância e contanto com investimento das montadoras, mas segundo Andreas Renschler, da diretoria da Volkswagen Truck and Bus: “Não haverá mais uma tecnologia que serve pra tudo, cada um terá o seu papel. O Diesel ainda será destaque, mas híbridos e elétricos vão ter também papel fundamental, principalmente nas cidades.”

Produtos

Ainda falando de Volkswagen, a empresa apresenta dois produtos de destaque dentro do conceito de Eletromobilidade e Conectividade. Um deles é o MAN E-Truck, veículo semipesado para distribuição urbana, inclusive noturna. Como é elétrico, além de não poluir, também não faz barulho. O outro produto é o RIO, uma plataforma que busca integrar diversos modais e toda a cadeia logística. Para que possa ser uma ferramenta completa, o RIO é aberto, o que quer dizer que outras empresas podem adaptar a plataforma para integrar também seus dados, sejam elas empresas de implementos, peças ou até outras montadoras.

O protótipo da MAN 100% elétrico
O protótipo da MAN 100% elétrico

Quem também apostou forte em Eletromobilidade e Conectividade foi a Mercedes-Benz. A montadora mostra na feira seus veículos conceito de transporte de passageiros, carga pesada e distribuição. Outro destaque é o Fuso E-canter, que já não é mais conceito, é realidade e deve chegar ao mercado europeu, japonês e americano daqui um ano. Ele é 100% elétrico, possui autonomia de 100km e foi feito para entregas urbanas. Suas baterias levam apenas uma hora para serem recarregadas e por ser mais econômico, a montadora calcula que em 3 anos seu custo adicional já seja amortizado. Ele também não emite ruídos, o que o faz perfeito para entregas noturnas.

Fuso e-canter chega ao mercado ano que vem
Fuso e-canter chega ao mercado ano que vem

A Iveco mostra um veículo conceito, o Z Truck. Z de zero, pois ele tem a pretensão de ser zero emissões, zero acidentes e zero estresse do motorista, já que aposta na autonomia, ou seja, o motorista é gestor da unidade, mas a máquina dirige a maior parte do tempo.

Iveco Z-truck também aposta em Eletromobilidade e Conectividade
Iveco Z-truck também aposta em Eletromobilidade e Conectividade

Conectividade

Obter, analisar e utilizar as informações geradas pelos novos veículos foi algo presente no discurso de abertura de quase todas as empresas. Uma das mudanças que essa conectividade deve gerar no dia a dia é em relação a manutenção. Como a montadora recebe em tempo real as informações dos desgastes das peças, não é o cliente quem vai ligar pedindo manutenção, é a própria montadora que vai avisá-lo que está na hora de trocar ou revisar. Segundo os fabricantes, isso permitirá uma manutenção muito mais programada e menor perda de tempo nas concessionárias, já que elas já saberão que itens serão mexidos no caminhão, então não precisarão de tempo para descobrir um eventual problema, e também já deixarão as peças preparadas. Em operações teste, um cliente Scania por exemplo atestou queda de 10% no tempo parado em concessionárias com este tipo de recurso.

Assim como o RIO da MAN, outras montadoras também falam em plataformas abertas para usar essas informações em outros aspectos da operação logística, incluindo as conduções autônomas e semiautônomas. A ZF, por exemplo, apresentou seu lema Ver, Julgar e Agir, que é baseado nessas informações obtidas pelos sistemas. Nele, os dados são coletados e analisados em tempo real, para que já sejam úteis, como por exemplo na função autônoma de manobra, onde o motorista fica livre dessa tarefa.

A direção autônoma da ZF também usa os conceitos de
A direção autônoma da ZF também usa os conceitos de conectividade

Outras novidades estão sendo apresentadas na feira e o Pé na Estrada fará uma cobertura completa. Acompanhe-nos aqui pelo site, twitter, Facebook e Youtube para saber tudo que rola na IAA 2016. Nas próximas semanas também teremos mais detalhes no programa de domingo. Lembre-se, sempre na Band ao meio-dia. Mas e você, como vê o futuro do segmento?

Por Paula Toco

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