terça-feira, dezembro 7, 2021

Governo desmarca reunião com caminhoneiros que seria nesta quinta, 28

Diante da ameaça de paralisação de caminhoneiros em 1º de novembro, o Governo havia marcado para a próxima quinta-feira, 28, uma reunião com representantes de entidades da categoria para debater as reivindicações do grupo e evitar uma possível greve nos próximos dias. No entanto, a reunião que seria realizada esta semana foi cancelada.

A informação foi confirmada pelo presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, deputado federal Nereu Crispim (PLS-RS). O deputado é apontado por lideranças de caminhoneiros como o articulador oficial da categoria em Brasília.

“Em razão das notícias veiculadas na imprensa de que a reunião seria realizada com a participação de Ministros de Estado, o que não se coaduna com o convite enviado, esta Secretaria Especial de Articulação Social informa o cancelamento da reunião do dia 28”, diz o e-mail enviado a Crispim pela chefe de gabinete do órgão, Kátia Maria Veras Braga. 

Segundo o deputado à Folha de S. Paulo, não há previsão de novos encontros e que o governo estaria “encomendando” a paralisação da categoria em novembro.

Ministérios desmentem fala do deputado

O cancelamento da reunião pelo governo veio em função da divulgação na imprensa de que os representantes da Casa Civil e do Ministério da Infraestrutura participariam do encontro com os caminhoneiros, o que não seria verdade. De acordo com Crispim, os ministros Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas estariam presentes no encontro com a categoria nesta semana.

Segundo a Folha de S. Paulo, o Palácio do Planalto avalia que o deputado estaria se promovendo às custas do governo e que tornou a reunião maior do que seria ao mencionar a participação dos ministros no debate.

Paralisação dos caminhoneiros

Entidades que foram convidadas a participarem do encontro como o CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores) prometem parar caso o governo não atenda as reivindicações do grupo.

A reunião adiada serviria para tratar pautas da categoria como a redução do preço do diesel, revisão da política de preços da Petrobras, cumprimento do piso mínimo de frete e a volta da aposentadoria especial com 25 anos de trabalho. 

De acordo com Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava, a classe deu 15 dias para o governo atender as demandas do grupo, mas que até agora isso não ocorreu.

Veja também: Bolsonaro anuncia ‘auxílio-diesel’ de R$ 400 para a categoria 

 

Por Wellington Nascimento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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