quarta-feira, junho 23, 2021

Governo pretende privatizar trecho da BR 163

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, reafirmou nesta quarta-feira, 30, a intenção do governo federal de privatizar trecho da BR 163 entre Sinop, em Mato Grosso, e Miritituba, no Pará.

Segundo o ministro, a previsão é que o leilão de concessão ocorra no fim deste ano ou no início do próximo. A rodovia é considerada estratégica para o escoamento da safra de grãos produzidos no Centro-Oeste até os portos do Região Norte para a exportação.

Assista: Lamaçal na BR 163 e ferro-gusa no dia a dia

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Freitas acrescentou que o governo trabalha para realizar 23 leilões de privatização de 23 portos, aeroportos, rodovias e ferrovias nos primeiros 100 dias do governo Jair Bolsonaro. Atualmente, dois trechos da BR 163 ainda não estão asfaltados – o primeiro, de cerca de 51 quilômetros, é o que será concedido.

De acordo com o ministro, a prioridade do governo é concluir o asfaltamento do trecho antes de realizar o leilão. “A meta de 2019 é que [o trecho de] Miritituba seja pavimentado até o final do ano. Temos toda uma preparação de obra para o andamento da operação. Naquele trecho você trabalha cinco meses por ano no máximo, por conta das chuvas. Isso requer uma preparação no período de chuva para produzir material para aplicar tão logo tenha a brecha climática.”

O escoamento da produção de grãos pelos portos do Norte tem crescido nos últimos anos. Em 2007, a projeção era de cerca de 1.400 veículos trafegando pela BR- 63 por dia. Em 2015, a projeção era de 3 mil caminhões. A expectativa é que a produção de grãos do país atinja 247,3 milhões de toneladas este ano, 4,5% a mais do que na safra passada. A estimativa é de 118,8 milhões de toneladas de soja e 91,2 milhões de toneladas de milho.

 

Atoleiros

No total, serão investidos R$ 4 milhões para evitar o problema das filas de caminhões atolados nesses locais e garantir o escoamento da safra. Trabalham na operação 60 policiais da Polícia Rodoviária Federal, 200 homens do Exército, além de técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Eles são responsáveis pela coordenação do fluxo de veículos, retirada de caminhões atolados e manutenção da rodovia, jogando brita. Há também monitoramento constante do trânsito nos pontos críticos da rodovia. Se for necessário, caminhões serão retidos antes de chegar aos pontos críticos para permitir os trabalhos de manutenção.

Freitas informou que viajará na quinta, 31, com uma comitiva, para percorrer os trechos da rodovia e verificar o andamento da operação e definir o que poderá ser feito emergencialmente a fim de melhorar o fluxo e caminhões.

Além da conclusão do trecho da BR 163, o ministro apontou como prioridade o término da construção da Ferrogrão, ferrovia que ligará Sinop ao Porto de Miritituba, um trecho de em 933 quilômetros de extensão. De acordo com Freitas, o contrato de concessão da BR-163 à iniciativa privada será mais curto do que os de 30 anos, usualmente usados pelo governo. Ele vigorará até a finalização da construção da ferrovia.

 

Adaptado de Agência Brasil

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