segunda-feira, setembro 20, 2021

Manifestações isoladas acontecem pelo país; lideranças não participam

Após a decisão de Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender multas contra empresas que não pagam frete de acordo com o preço mínimo, começaram a circular boatos de uma nova paralisação de caminhoneiros para os próximos dias. Nesta segunda-feira, 10, houve manifestações isoladas contra a decisão do STF em alguns pontos na Bahia, em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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Paralisação em Barra Mansa (RJ) deixou tráfego lento na região | imagem: Divulgação/PRF

Continue lendo e entenda como foram as paralisações em cada trecho:

Bahia

  • Riachão do Jacuípe

Por volta das 5h da manhã, uma das manifestações isoladas aconteceu na BR 324. Por quase duas horas, houve bloqueio de caminhões na rodovia. Às 7h10 da manhã, o tráfego foi liberado, com a chegada da Polícia Militar.

Segundo Salvador Carneiro (Dudu), houve também pela manhã uma manifestação em Senhor do Bonfim.

Minas Gerais

  • Além Paraíba

Em Além Paraíba, um pequeno grupo de caminhoneiros fez uma manifestação no km 804 da BR 116, na Zona da Mata mineira. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os veículos ficaram às margens da rodovia, sem provocar interdição, próximo ao pátio do posto Faisão. O protesto foi realizado entre 3h e 10h. As informações são do Hoje em Dia.

Rio de Janeiro

Caminhão apedrejado em Barra Mansa (RJ) | Imagem: Divulgação/PRF

  • Barra Mansa

No Rio de Janeiro, as manifestações isoladas começaram as 5h da manhã. Houve congestionamentos em pontos da Rodovia Dutra, entre os km 279 e 275, no sentido Rio. De acordo com a CCR, os motoristas não deixam passar caminhões e carretas, mas liberam o tráfego para veículos leves e ônibus, com fluxo apenas pela faixa da esquerda.

A Polícia Rodoviária Federal acompanhou a movimentação e deteu quatro pessoas. Durante a manifestação, cinco caminhões foram apedrejados e um caminhoneiro ficou ferido. No km 265, onde também houve uma paralisação, dois homens foram presos por suspeita de apedrejar caminhões. Os dois foram levados para a delegacia, onde ficaram à disposição da Justiça.

Ainda de acordo com a PRF, por volta das 10h, um caminhoneiro foi atingido por uma pedra no sentido São Paulo, por não querer aderir ao movimento. Ele foi atendido no local e liberado. O veículo teve o vidro dianteiro estilhaçado.

São Paulo

  • Porto de Santos

Segundo o Portal G1, cerca de 20 caminhoneiros se reuniram nesta manhã em frente a entrada da Alemoa, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, impedindo o acesso de rodoviários aos terminais. De acordo com as autoridades portuárias, não há bloqueios no trecho. 

De acordo com a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), nenhuma rodovia que dá acesso ao Porto foi bloqueada. Viaturas da Polícia Militar acompanharam o protesto que, segundo a corporação, foi pacífico.

  • Pindamonhangaba

Com início às 1h19 da madrugada, o protesto foi pacífico, com caminhões parados no acostamento e em postos de serviço no Km 92 da Rodovia Dutra, nos sentidos RJ e SP. A manifestação seguiu apenas pela parte da manhã e, segundo a concessionária CCR, o tráfego no local não foi afetado.

Chorão

Imagem: Facebook/Reprodução

O líder Wallace Landin, ou Chorão, informou ainda no domingo, 9, por meio de sua página no Facebook, que não aderiria a uma greve no momento. O anúncio foi feito após uma reunião com caminhoneiros autônomos e lideranças em Catalão, em Goiás.

Entre os motivos apontados pelos participantes para não parar agora, estão a promessa de que a Advocacia-Geral da União (AGU) entrará com recurso contra a liminar de Fux e a iminente posse do governo de Jair Bolsonaro, em menos de um mês.

Além disso, participantes lembraram que o fim de ano é de baixo movimento do setor, o que deixa os caminhoneiros em maior dificuldade financeira e diminui o efeito de uma eventual paralisação. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

Por Pietra Alcântara

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