sexta-feira, janeiro 15, 2021

‘Melhoria do ar não pode depender só do Proconve’, afirma Anfavea

- Publicidade -

O Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) tem por objetivo reduzir a emissão de poluentes atmosféricos e de ruído em veículos no país. Ele foi criado em 1986 e atualmente está para entrar na oitava fase.

Leia também: Conheça os desafios de logística da vacina contra covid-19

fumaça preta
‘Melhoria do ar não pode depender somente do Proconve’, afirma Anfavea.

Mas isso pode ser adiado. É o que pede a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), criticada pela posição. Na última terça-feira, 15, a associação respondeu as críticas em uma coletiva on-line transmitida ao vivo pelo Youtube e Facebook.

A alegação de que a associação havia pedido adiamento de três anos foi negada. “A Anfavea afirma que nunca propôs aos órgãos ambientais uma postergação de três anos para as novas fases do Proconve”, afirma em nota à imprensa.

 

Pandemia e consequências

“É preciso entender que tudo parou com a pandemia”, defende Henry Joseph Jr., diretor técnico da Anfavea. A entidade usou argumentos ligados aos efeitos sanitários da pandemia, que segundo eles afetaram profundamente as atividades de pesquisa e desenvolvimento do setor automotivo.

“Alguns ensaios de bancada foram abandonados bem no meio e vamos ter de refazer, laboratórios foram fechados, os engenheiros não podem mais rodar com os veículos, o próprio governo não publicou normas necessárias que deveriam ser conhecidas ainda no fim de 2019. Essas condições atrasaram todo o desenvolvimento, não é mais possível cumprir o prazo estipulado antes”, defende o diretor técnico.

Durante a coletiva, a Anfavea rebateu críticas sobre o pedido de adiamento, que foram descritas pela entidade como falácias.

 

Projeções

A associação defende que antes de definir se o atendimento à oitava fase do Proconve vai ocorrer, deve-se considerar que a pandemia continua e que trabalhos de desenvolvimento continuam, mas estão limitados.

A Anfavea entende que a adequação das datas, devido à pandemia, não compromete o meio ambiente e permite obter os resultados esperados pelo Conama.

A entidade também argumenta que a melhoria da qualidade do ar não pode depender somente de novas fases do Proconve (Inspeção Técnica Veicular e Renovação de Frota). Inclusive, defende que a manutenção das datas previstas, sem considerar a pandemia, poderá aumentar a idade média da frota e trará consequências ambientais ruins.

A Anfavea projeta que a quantidade de veículos vendidos no futuro será de 3 a 5 milhões a menos que o previsto para 2020 a 2024.

Por isso, para a entidade, mesmo a oitava fase do Proconve seja prorrogada por cerca de dois anos, ainda assim, a quantidade comercializada será inferior ao esperado. Sendo assim, não causará aumento de internações e mortes por problemas respiratórios.

 

Por Pietra Alcântara

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Você pode gostar
posts relacionados