sábado, dezembro 5, 2020

Minha primeira habilitação

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O primeiro passo para você que sonha em um dia trabalhar como caminhoneiro é obter a Carteira Nacional de Habilitação. Não importa qual a categoria que você deseja alcançar – C, D ou E – você vai precisar, primeiro, tirar a CNH B, a famosa primeira habilitação.

 

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primeira_habilitacao

A maioria – talvez pela ansiedade de dirigir logo – começa o processo assim que completa 18 anos de idade. Não foi meu caso. Dei início ao processo de primeira habilitação aos 20 anos e terminei aos 21.

Para pular para a categoria C e D, eu preciso ter no mínimo 1 ano de B. Para a E, preciso de pelo menos 1 ano na C ou na D. Ou seja: só poderei alcançar a categoria E daqui 2 anos, com 23.

É bom lembrar que as categoria D e E de CNH exigem que você tenha, no mínimo, 21 anos. Ainda assim, começar cedo é bom para que você tenha tempo de se acostumar ao volante.

Então se você está ansioso para dirigir e, no futuro, trabalhar como estradeiro, não perca tempo e comece seu processo de habilitação assim que puder. E mais importante ainda: termine o quanto antes.

Neste artigo vou contar passo a passo do meu processo da primeira habilitação. É difícil? O que há de novo no atual processo de habilitação? Demora muito? Dá para acelerar o processo?

 

Primeiro passo – escolher a autoescola

Você já completou 18 anos e agora quer tirar a habilitação. Qual será seu critério para escolher uma autoescola? Os meus foram:

  • Reputação
  • Fácil acesso – proximidade de casa
  • Preço justo

Minha maior preocupação era o tão temido “quebra” – o suborno que os alunos dão à autoescola para não serem reprovados nos exames. A famosa “carta comprada”.

Existem autoescolas que exigem que os alunos paguem uma quantia a mais e, se o aluno recusa, os mesmos dificultam o processo de primeira habilitação. “Quem não paga, não passa” é o lema deles.

Para fugir disso, pedi referências às pessoas que conheço e evitei autoescolas que fossem excessivamente baratas. Dar uma olhada na página do Reclame Aqui das autoescolas também é útil.

Escolher um lugar de fácil acesso também é importante pois, durante o processo, você irá à autoescola muitas e muitas vezes. Mas não priorize SOMENTE isso.

Outro fator que me fez escolher determinada autoescola foi uma promoção. Para pagamento à vista, eles cobravam R$ 899,00 para primeira habilitação B. Porém, este não era o valor final da carta, uma vez que os exames, o CFC (em São Paulo, o curso teórico para tirar carta as vezes é feito fora da autoescola, em um Centro de Formação de Condutores – ou CFC), taxas do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran), etc foram pagos a parte.

No total, gastei aproximadamente R$ 1.300,00 no processo. Contando com duas aulas a mais e a taxa para refazer o exame prático – já que reprovei no primeiro – o valor subiu para R$ 1.600,00.

Aqui na cidade de São Paulo, a média de preço para tirar a CNH B é de R$ 2.000,00. Por isso, saí no lucro.

 

Ir ao Detran

Depois de se matricular na autoescola para fazer sua primeira habilitação, você precisa ir ao Detran para dar início ao processo. Você agenda um horário – no meu caso quem agendou foi a autoescola, mas talvez você mesmo precise agendar pelo site do Detran de seu estado.

Chegando no Detran, você deve preencher os seguintes requisitos:

  • Ser penalmente imputável (ou seja, ter 18 anos completos); 
  • Saber ler e escrever; 
  • Levar um documento oficial com foto;
  • Levar o CPF original ou documento que contenha o número do CPF;
  • Levar comprovante original de residência(conta de água, luz ou telefone) emitido há no máximo 90 dias.

Se você tem 18 anos e ainda tem o RG com uma foto desatualizada, vai ter que emitir outro RG com uma foto recente. Eu precisei fazer isso, já que minha foto do RG era de 2005.

 

Sorria!

É na sua primeira ida ao Detran que eles costumam tirar a foto que vai estampar sua primeira habilitação. Na hora de tirar a foto, abri um sorrisão e a atendente me disse “não pode sorrir”. Ainda sim, tentei disfarçar um sorriso e saí com essa cara:

primeira habilitacao foto

O negócio é que PODE SORRIR SIM. Não existe legislação dizendo se pode ou não sorrir na foto, a decisão cabe ao órgão responsável pela emissão do documento. No caso do Detran SP, não existe proibição. Conheço várias pessoas que saíram com sorriso na foto, incluindo a Paula Toco:

primeira habilitacao cnh paula

 

Tempo do processo

O processo de habilitação dura, em média, 4 ou 5 meses, se tudo ocorrer bem. Você tem 1 ano para concluir o processo e, caso não consiga, terá de fazer tudo de novo.

Isso inclui as taxas e os valores pagos à autoescola, os exames, as aulas teóricas e práticas – absolutamente tudo!

A data começa a contar a partir do dia em que você vai no Detran dar início ao processo – e não no dia que você paga a autoescola. Me matriculei na autoescola em abril de 2017, mas só fui ao Detran em julho de 2017. Por isso, a data de vencimento do meu processo era julho de 2018.

primeira habilitacao contrato

Não demore muito para dar início aos processos. Fazer os exames com tranquilidade faz diferença.

 

Exames

Depois de ir ao Detran, você precisará fazer os exames médico e psicotécnico em uma clínica autorizada pelo órgão. Geralmente a própria autoescola te indica uma clínica e você nem precisa marcar um horário, é só chegar e fazer os exames.

O exame médico serve para saber se você tem alguma deficiência física e, caso tenha, se ela te permite dirigir. Quem avalia isso é o próprio médico do Detran.

Sobre o exame psicotécnico, serve para avaliar seu controle emocional. Se você for uma pessoa equilibrada e mentalmente saudável, não se preocupe: você passa.

IMPORTANTE: mesmo que você não tenha por objetivo trabalhar como motorista, peça para que o aviso EAR (Exerce Atividade Remunerada) seja colocado na sua ficha. Não tem problema nenhum ter o aviso e não exercer a atividade de motorista.

E se um dia por acaso você precisar desse aviso, não terá o trabalho nem o custo de ir ao Detran e pedir a 2º via da CNH.

 

CFC – aulas teóricas

primeira habilitacao cfc
Apostila do CFC para as aulas teóricas.

No total, são 45h de aulas para a primeira habilitação. Como eu estava com pressa, completei minhas aulas em 2 semanas, estudando de segunda a sexta-feira, das 19h às 23h10 com 30 minutos de intervalo. Quem tiver mais tempo tem a opção de fazer as aulas nos fins de semana, o que demora mais.

O tempo de aula é controlado por um sistema de biometria. Em todas as aulas, os alunos registram com a própria digital os horários de chegada e saída. As vezes, no intervalo o professor também pede para que as digitais dos alunos sejam registradas. Tudo isso para controlar se você realmente estava lá para cumprir a carga horária exigida.

Os atrasos não são permitidos e se, por acaso, você chegar mais de 10 minutos atrasado, acaba perdendo a aula e tendo de pagar uma taxa de R$ 40,00 por aula perdida. Depois, tem que repor a aula com outra turma.

No meu caso, eu também não podia remarcar aulas, a não ser no ato da matrícula. Depois, só pagando a taxa. Todas essas regras estavam especificadas no contrato do CFC, por isso, leia atentamente antes de assinar.

As aulas teóricas ensinam tudo o que vai cair no exame teórico. Desde sinalização de trânsito, leis de trânsito, tipos de vias, mecânica, primeiros socorros e direção segura. As aulas costumam ser bem interativas, justamente por causa da carga horária.

Além de vídeos, tínhamos uma apostila como material e provas que eram passadas todos os dias, sobre os assuntos ensinados. No último dia, todos os alunos fazem um simulado do exame teórico e você fica sabendo se está bem para fazer a prova ou se precisa estudar mais.

O lugar físico em que fiz minhas aulas era péssimo, com paredes precárias, atendentes mal humoradas e sistema de biometria que falhava bastante. Eu demorava muito tempo para ter a digital aceita no sistema.

Em compensação, o professor que dava as aulas era ótimo! Dinâmico, bem humorado e conduzia as aulas de modo que era impossível não prestar atenção.

As aulas foram pagas a parte e custaram R$ 300,00. O material usado estava incluso.

 

Prova teórica

Você pode marcá-la por meio da autoescola assim que receber seu certificado do CFC. O meu demorou duas semanas para ser emitido pois o documento deve ser assinado pelo diretor do CFC, que nunca estava presente quando eu aparecia para buscar o documento.

Em uma das ocasiões, os funcionários do CFC perderam meu certificado e tiveram que emitir outro. Ainda assim, tive que voltar outro dia, porque o diretor não estava.

Falando sobre a prova teórica, ela é feita no Detran com horário marcado. É uma prova com 30 questões de alternativa. Você precisa acertar 70% para passar, ou seja, no mínimo 21 questões.

É uma das partes mais tranquilas de todo o processo, mas tem gente que reprova mesmo assim. O importante é se preparar e estudar o suficiente para se sentir seguro. Algo que me ajudou foi um aplicativo gratuito do Detran SP que simula o exame e permite que você faça uma espécie de simulado quantas vezes quiser.

primeira habilitacao aplicativo detran
Aplicativo para simulado do Detran.

Eu passei de primeira e acertei 27 questões.

 

Simulador

Fiz meu processo de primeira habilitação em 2018 e, naquela época, o simulador era obrigatório. Hoje, isso mudou. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu pelo fim da obrigatoriedade do uso de simuladores na formação de motoristas, regra que passa a valer em outubro em todo o Brasil, com exceção do Rio Grande do Sul.

No total, fiz 5 aulas de 50 minutos cada. Você podia, ainda, substituir a aula de volante noturna pelo simulador, o que eu pessoalmente não acho aconselhável.

Algumas autoescolas já possuíam o aparelho para fazer as aulas de simulador. Não era o caso da minha. Por isso, fiz as aulas no mesmo lugar do curso teórico, no CFC. Os aparelhos não eram de boa qualidade e em uma das aulas, tive o azar de pegar um aparelho com defeito.

primeira habilitacao tela simulador
O simulador registra seus dados e pontuação em cada aula. No final, ele mostra como foi seu desempenho.

O simulador se tornou obrigatório em janeiro de 2017 e encareceu o custo do processo de primeira habilitação. Ele serve para dar uma noção aos futuros habilitados de como é dirigir no trânsito.

Na teoria, o simulador é ótimo. Imagina ensinar alguém a dirigir sem precisar correr os riscos reais? Mas na prática, o aparelho está longe de ensinar a dirigir. No máximo, pode servir como um conscientizador.

O próprio simulador te explica como manuseá-lo e aí começa o erro. Seria melhor ter alguém te acompanhando e te explicando como o aparelho funciona, uma vez que se houver alguma falha, um instrutor pode te orientar quanto a isso.

Nas minhas aulas, uma pessoa ficava supervisionando todas a máquinas, mas não fazia nada além disso.

 

Aulas práticas

A hora mais empolgante de todo o processo de primeira habilitação: quando você finalmente pega o carro e sai dirigindo por aí com seu instrutor. Se você já dirigia sem carteira, essa é a hora de aprender a dirigir da maneira correta, para passar no exame. É obrigatório cumprir pelo menos 20 aulas de 50 minutos cada, mas você pode fazer mais se quiser.

Se, assim como eu, você nunca tinha dirigido antes, essa é a hora de aprender efetivamente. Aprender a dirigir com o instrutor da autoescola é o mais indicado, uma vez que você aprende da maneira correta e não adquire vícios.

Tive a sorte de fazer minhas aulas com uma instrutora muito boa, paciente e que não se desesperava com minhas gafes ao volante. Isso é importante para quem está aprendendo a dirigir, pois caso o aluno se sinta apreensivo demais, vai ser difícil adquirir confiança para passar no exame prático e dirigir no trânsito do dia a dia.

Se você está aprendendo a dirigir ou tem pouca prática, é natural que cometa erros durante as aulas. Minha instrutora sempre me alertava sobre esses erros e nas próximas aulas, treinávamos aquilo que eu tinha mais dificuldade. Somente nas aulas finais, nós treinávamos aquilo que eu teria de fazer no exame.

Como sou da cidade de São Paulo, minhas aulas e meu exame aconteceram na Zona Norte, no Parque Palmas do Tremembé. O local é adequado em alguns aspectos – como pelas ruas largas, espaço para balizas, ladeiras e sinalização. Porém, tem alguns problemas que podem atrapalhar o aluno na hora da prova: muitos cachorros de rua, buracos grandes no pavimento, muito lixo e até mesmo urubus, que ficam no meio da rua tanto de dia como de noite.

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Rua principal onde as aulas práticas eram feitas e, posteriormente, onde fiz o exame prático.

Todas as aulas acontecem de dia, com exceção de uma, a aula noturna, que é obrigatória. Fiz minha aula noturna com outro instrutor e não gostei muito. Ele era do tipo que se desespera e freia o carro ao invés de pedir para você reduzir a velocidade ou trocar de marcha.

É importante dizer que, caso você não se adapte à um instrutor, converse com a autoescola e peça para trocar. Eu não precisei fazer isso, mas reconheço que ter gostado do modo como minha instrutora me ensinava fez toda a diferença.

Outra coisa que a autoescola enfatizava a todo momento era a importância da LADV, a Licença de Aprendizagem de Direção Veicular. Sempre que fizer as aulas práticas, você deve levar esse documento, emitido pela própria autoescola. Se um fiscal flagrar um aluno fazendo aulas sem o documento, mesmo estando acompanhado do instrutor, os dois são multados e o aluno fica bloqueado por seis meses, sem poder dar continuidade ao processo neste período.

São no mínimo 20 aulas práticas obrigatórias. No fim, eu estava bem confiante e não vi necessidade de fazer mais aulas. Assim que terminei, a autoescola marcou minha prova.

 

Exame prático

primeira habilitacao ficha exame
No dia do exame prático, você recebe a ficha para a prova. No caso da minha autoescola, a gente também recebeu um lanche e suco de caixinha.

O Detran tem um prazo de 15 dias para marcar seu exame. Entre minha última aula e o dia da prova, se passou mais de um mês. Nesse meio tempo, eu poderia ter feito aulas extras na autoescola ou treinado no carro do meu pai. Não fiz nem um nem outro. Eu estava confiante de verdade.

Treinar em outro carro pode ajudar mas também pode atrapalhar, uma vez que a embreagem pode ser diferente de um carro para outro. O melhor mesmo é treinar no carro da autoescola, já que o exame será feito nele.

No dia do exame, você deve ir para a autoescola no horário determinado e de lá, você, outros alunos e seu instrutor irão ao local da prova de carro. Chegando lá, você provavelmente fará o exame no mesmo carro que fez as aulas. Foi assim comigo, mas conheço pessoas que fizeram em carros diferentes.

Pesquisando, percebi que em cada cidade/estado, o exame envolve um percurso diferente. Mas, no geral, a estrutura é a mesma: baliza, paradas obrigatórias, ladeira ou rampa e paradas rápidas. No meu caso, foi basicamente uma volta no quarteirão que incluía todas essas etapas.

Os exames costumam demorar um pouco, são muitas autoescolas todos os dias, então prepare-se para esperar em filas enormes. Durante a espera, você ouve de tudo: gente que já dirige há muito tempo e só está tirando a carta agora, gente que já até tem carro e não consegue aprender a dirigir, gente que está fazendo o exame pela segunda, terceira, quarta ou quinta vez.

Minha dica é: se conversar com outros te ajuda a descontrair, então converse mesmo. No meu caso, foi o oposto. Conforme minha vez ia chegando, eu ficava mais nervosa. Se você é como eu, relaxe e tente se concentrar no exame enquanto aguarda sua vez.

Na hora de entrar no carro para começar a prova, eu tremia tanto que nem conseguia dar a partida. Resultado? Reprovei. Nem consegui chegar na baliza.

 

Segunda tentativa

Quando você reprova no exame prático, fica bloqueado por 15 dias pelo Detran. Depois desses dias, você pode fazer outra prova.

Aproveitei para marcar duas aulas extras de volante, que aconteceriam no dia anterior ao meu segundo exame. Como a autoescola já sabia que meu processo estava para vencer, eles fizeram de tudo para marcar minha segunda tentativa o mais rápido possível.

Na semana do meu exame, recebi uma mensagem da autoescola avisando que havia uma vaga para aula no dia do meu exame. Não pensei duas vezes e remarquei minhas aulas. Esse fato foi algo que me ajudou muito, pois graças à autoescola, pude fazer a aula de volante no mesmo dia do exame, algumas horas antes.

Isso tudo sem pagar nada a mais, sem nenhum tipo de suborno ou “quebra”. Acho importante enfatizar aqui que, em nenhum momento, a autoescola me coagiu a pagar o quebra para passar no exame. Nem mesmo quando o meu processo estava prestes a vencer.

Ouvi casos de alunos na mesma autoescola que pagaram para passar e falavam disso assumidamente. Minha instrutora mesmo comentava sobre alunos que faziam a aula sem vontade, porque já sabiam que passariam de qualquer forma. Mas em nenhum momento, nenhum funcionário da autoescola me ofereceu a carta comprada.

primeira habilitacao prova pratica
Eu, minha instrutora e outra aluna que faria a prova prática no mesmo dia. Os rostos foram cobertos para preservar as identidades.

Na segunda vez, eu estava bem mais preparada. Ainda assim, estava apreensiva pois faltavam 5 dias para o vencimento do meu processo. Se eu reprovasse, não daria tempo de fazer outra prova e eu teria de iniciar o processo novamente, além de pagar tudo de novo.

No fim, tudo deu certo e eu passei!

 

CNH na mão

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Em uma semana, meu documento chegou e pude buscá-lo na autoescola. Ainda não era a CNH definitiva e sim a Permissão para Dirigir. Qual a diferença? Ela vale por 12 meses e, nesse meio tempo, eu como motorista não posso cometer nenhuma infração grave ou gravíssima. Se cometer, minha carteira é suspensa.

Depois dos 12 meses, como não tive nenhuma infração, precisei ir ao Detran para trocar minha permissão pela CNH definitiva. Ela sim vale por 5 anos.

 

Vale a pena?

Não preciso de muitos argumentos para dizer aqui que fazer a primeira habilitação abre um leque de possibilidades na vida de alguém. Mesmo que o condutor não queira seguir a profissão de motorista, estar habilitado para dirigir traz vantagens e até mesmo liberdade.

Vale a pena passar por todos os processos sem burlar nada ou comprar a carta? Falando da minha experiência pessoal, vale sim.

Começar a vida de motorista – profissional ou não – burlando as leis já é um indicativo de que você não as leva a sério. Precisamos de mais um motorista que não segue as leis no trânsito? Acho que não.

 

Por Pietra Alcântara

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