quarta-feira, setembro 30, 2020
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Ministros discutem como manter transporte de cargas funcionando

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Na última segunda-feira, 23, uma videoconferência do Ministério da Infraestrutura com o Conselho Nacional dos Secretários de Transporte reuniu chefes de estado para discutir soluções e medidas que mantenham o transporte de cargas funcionando, o que garantirá o abastecimento das cidades durante o surto de coronavírus no Brasil. As informações são do Globo Rural.

Leia também: 4 mitos sobre coronavírus no transporte

transporte de cargas funcionando
Imagem: Marcos Santos/USP Imagens

“A gente tem uma preocupação com os caminhoneiros, que são fundamentais para o agronegócio. Nós não conseguimos rodar sem eles. Nossa preocupação é que eles tenham pontos para abastecer, para comer, postos que possam atender quem tiver problemas de saúde”, afirma a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, de acordo com nota do Ministério da Infraestrutura.

É de interesse do agronegócio manter o transporte de cargas funcionando durante o surto de coronavírus no país. Para que isso aconteça, é necessário garantir que haja livre circulação de caminhões e que os motoristas tenham acesso a serviços básicos, como locais de descanso, alimentação, além de manutenção e assistência técnica.

 

Transporte no Brasil

As reuniões foram feitas em meio às preocupações com o transporte de bens essenciais, em função de medidas de isolamento e quarentena determinadas no Brasil e em outros países. Preocupações reforçadas por conta de decisões de fechamento de fronteiras e informações sobre restrições em terminais portuários.

No Brasil, a administração do Porto de Paranaguá, no Paraná, adotou medidas preventivas, mas garante que as operações de carga e descarga no terminal não serão afetadas. Em Santos/SP, trabalhadores chegaram a ameaçar uma paralisação das atividades, pedindo condições adequadas de trabalho. Uma assembleia chegou a ser marcada para dia 23, mas não foi realizada.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou a flexibilização regras e prazos relacionados ao transporte de cargas terrestres. Saiba mais na matéria do Pé na Estrada sobre o assunto.

 

Contêineres e graneis

Entre segmentos exportadores, um dos pontos de incerteza é a escassez de contêineres, especialmente o refrigerados, que viabilizam o movimento de produtos, como proteína animal. Por conta das restrições na China, muitos ficaram parados nos portos do país. Representantes do setor de logística estimam uma redução de pelo menos 10% na movimentação de contêineres até o fim do mês.

Via Linkedin, o consultor Carlos Cogo divulgou na segunda-feira um trabalho destacando que, pelo menos até o momento, não houve diminuição expressiva no comércio agropecuários do Brasil com outras regiões, como a China ou a União Europeia. As medidas restritivas dos países estão mais relacionadas ao movimento de pessoas do que de mercadorias.

No caso dos chineses, o comércio de grãos, óleos e alimentos aumentou 9,7% nos meses de janeiro e fevereiro. Mas o cancelamento de rotas marítimas resulta em atrasos no transporte internacional de mercadorias.

 

Adaptado de Globo Rural

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