quinta-feira, outubro 29, 2020
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Para Anfavea, setembro fecha melhor trimestre do ano

- Publicidade -

Setembro fechou o melhor trimestre do ano, após os sucessivos recordes negativos do segundo trimestre. Essa é a conclusão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que divulgou à imprensa dados sobre o mercado de veículos no Brasil no último mês.

Leia também: Para Anfavea, “fase mais crítica” da crise já passou

qualidade das Placas Mercosul,
Para Anfavea, setembro encerrou o melhor trimestre do ano | Imagem: Trucão com Pé na Estrada.

Faltando três meses para o encerramento, a entidade refez suas projeções para 2020, indicando um cenário menos pior do que aquele apresentado na metade do ano, no auge da quarentena e da imprevisibilidade, quando se previam quedas de 40% ou mais.

Ainda assim, apesar do melhor trimestre do ano ter tido resultados mais amenos, no geral o mercado está em queda. “Mesmo assim, teremos uma queda dramática de todos os resultados da indústria em 2020, ainda que o último trimestre seja razoável como foi o terceiro”, explica o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

 

Novas projeções

Apesar da recuperação dos últimos meses, as novas projeções ainda apontam fortes quedas em todos os indicadores. A produção estimada para o fim do ano é de 1,915 milhão de unidades, queda de 35% sobre 2019 e pior ano desde 2003.

A expectativa da Anfavea para o mercado interno de veículos novos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) é de 1,925 milhão de unidades licenciadas no ano, queda de 31% e pior resultado desde 2005.

Nas exportações, estima-se o envio total de 284 mil unidades, 34% a menos que no ano anterior, pior volume desde 1999. Para o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias, as projeções são um pouco melhores, com crescimento de 5% nas vendas, mas quedas de 4% na produção e de 31% nas exportações.

 

Caminhões

caminhao mais potente
Imagem: Scania/Divulgação

As vendas de caminhões em setembro tiveram queda de 19,6% em relação ao mesmo período em 2019. Comparando com agosto de 2020, houve queda de 9,5%.

No acumulado, também houve retração: 62,7 mil unidades vendidas em 2020 até a agosto, contra 74,2 mil unidades no mesmo período do ano passado, o que representa -15,4%.

As exportações de caminhões tiveram aumento em setembro: 24,4% a mais que agosto deste ano. Em relação ao ano passado, as exportações também cresceram.

Foram 1,5 mil unidades exportadas em setembro deste ano. Já em 2019, foram 984 unidades, o que representa 59,3% a mais. No acumulado, houve queda de 10,1%.

 

Ônibus

o 500

Foram 1,2 mil unidades de ônibus vendidas em setembro deste ano, contra 1,4 mil unidades no mês de agosto, representando 17,6% de retração. Em relação ao ano passado, houve queda de 29%, já que em agosto de 2019 foram 1,7 mil ônibus vendidos.

No acumulado deste ano, foram 9,9 mil unidades vendidas, contra 15,1 mil em 2019, com queda de 34,4%.

Nas exportações, foram 294 unidades de ônibus em setembro, contra 236 em agosto do mesmo ano. Isso representa aumento de 24,6%. Em 2019, no mesmo mês foram 464 unidades exportadas, o que representa queda de 36,6%. No acumulado, a queda representa 46%.

 

Máquinas agrícolas

Tecnologia de ponta no agronegócio

Em setembro, foram 4,7 mil unidades vendidas. Em agosto, foram licenciadas 4,3 mil máquinas agrícolas, representando 8,9% de aumento. Em comparação com setembro de 2019, houve queda nas vendas de 4,2%. Em geral a venda de máquinas agrícolas tem resistido, em comparação com outros setores, o que mostra a força do agro no país.

No acumulado, vendas de máquinas agrícolas em 2019 e 2020 são bem parecidas e há uma diferença positiva de 0,8%. De janeiro a setembro de 2019, foram 32,9 mil máquinas vendidas, contra 33,2 mil no mesmo período de 2020.

Sobre as exportações, em setembro 838 foram 728 unidades exportadas, contra 728 em agosto, o que representa aumento de 26,2%. Quando comparamos com setembro de 2019, em que 962 mil unidades foram exportadas, a queda é de 12,9%.

 

Para ler a carta da Anfavea na íntegra, clique aqui.

 

Por Pietra Alcântara

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Você pode gostar
posts relacionados