Neste ano, a Resolução 552 do Contran que traz novas normas para amarração de cargas passa a valer também para os veículos em circulação fabricados antes de 2017. A resolução determina que os itens transportados sejam presos com cintas têxteis, correntes ou cabos de aço. Em Goiás, a PRF já está aplicando multas aos caminhoneiros que transportam cargas amarradas com cordas.

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Ouça o podcast do repórter Jaime Alves sobre como essas mudanças afetam o motorista.

A medida, criada em 2015, determina que, além dos itens específicos para amarração da carga, é proibido que os cabos ou fitas fiquem presos à carroceria de madeira para evitar desgaste das estruturas. Segundo a PRF, a medida é para dar mais segurança. “Você vê a estrutura da corda, com o tempo ela vai soltando, ela é muito flexível. Com o tempo, o próprio atrito com a carroceria, com parafuso, com partes mais rígidas. Quando arrebenta, a carga fica toda vulnerável. Aí é a hora que a gente corre risco do acidente, uma caixa cai”, explicou ao G1 o inspetor Jander Costa.

Motoristas flagrados desrespeitando essa norma são orientados de como deve ser feito o transporte adequado e recebem uma multa de R$ 195. A infração é considerada grave, com 5 pontos na CNH. Alguns estradeiros relatam que não sabiam da nova exigência. “A partir da nova norma que entrou em vigor, a gente vai procurar se adequar para poder andar dentro dos padrões certos”, disse o caminhoneiro Silas Damazio ao G1.

Outros profissionais contam que já usavam cabo de aço ou cintas têxteis para transportar a carga mesmo antes da resolução entrar em vigor. “A amarração é tudo. Qualquer guinada que você der, até para desviar de um animal na pista, pode derrubar a caga no chão, em cima de outro veículo, causar um acidente grave”, explicou Paulo Flor.

Não é só a amarração de cargas que sofreu mudanças nas regras. Confira no link outras normas de trânsito que passaram a vigorar em 2018.

Adaptado de G1 GO

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