Policiais rodoviários estaduais do Paraná foram flagrados recebendo propina, na rodovia PR 182, região de Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. Segundo informações, os policias cobravam propina na rodovia.

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Imagem: TV Globo

Os vídeos, divulgados nesta semana, foram feitos por investigadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a partir de câmeras escondidas no carro usado pelos policiais, por uma agente inflitrado em ônibus de sacoleiros e durante fiscalização.

Nas imagens, é possível ver os policiais tirando o dinheiro da própria farda e guardando no boné da corporação. O resultado da contagem agrada a um dos policiais. “Deu bom o plantãozinho, hein?”.

Todos os agentes que aparecem nas imagens foram presos na Operação “Manus Capio”, deflagrada na terça-feira (6) pelo Gaeco, e seguem detidos na Corregedoria da Polícia Militar (PM), em Curitiba. Ao todo, 14 foram detidos. Eles podem responder pelos crimes de corrupção passiva, peculato – desvio do bem público para benefício próprio – e organização criminosa

 

Investigação

A investigação do Gaeco começou há oito meses e partiu da denúncia de um adolescente, flagrado pelos mesmos policiais do posto quando transportava cigarros falsificados.

No despacho em que determinou as prisões, o juiz da Vara da Justiça Militar Estadual afirmou que “é inadmissível que agentes públicos que deveriam estar exercendo suas atividades em prol da segurança da sociedade (…) estariam, na verdade, contribuindo ativamente para a prática de crimes gravíssimos”.

O promotor que conduziu as investigações não tem dúvidas de que os policiais que aparecem nas imagens trocaram a rotina de trabalho na rodovia pelo crime.

“Essas imagens nada mais são do que cenas explícitas de corrupção, de corrupção policial. Esse dinheiro obviamente não saiu do nada (…). As imagens deixam claro isso e a própria investigação de atos de corrupção envolvendo recepção de valores, por parte desses policiais, de motorista de caminhão, motorista de ônibus de transporte, principalmente de chamados sacoleiros”, diz o promotor Roberto Tonon.

 

O que diz a Polícia Militar

A Polícia Militar (PM) afirmou, em nota, que participou das investigações desde o início com o serviço de inteligência e com a Corregedoria e que apoiou a prisão dos policiais supostamente envolvidos.

A PM informou ainda que, respeitado o direito à defesa, se ficar comprovada a responsabilidade do policiais, eles poderão ser punidos e até expulsos da corporação.

 

Adaptado de Portal G1

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