quinta-feira, abril 15, 2021

Presidente de Portugal faz viagem de caminhão para entender realidade dos motoristas

Entender uma realidade ou um contexto muito diferente do seu pode ser uma tarefa difícil. Caminhoneiros de todo o Brasil sentem na pele os problemas da profissão, mas nem todo mundo vivencia as mesmas coisas e, por isso, fica mais difícil entender a gravidade da situação. Tendo isso em mente, o presidente de Portugal decidiu fazer uma viagem de caminhão de 6 horas entre duas cidades para entender melhor as dificuldades enfrentadas pelos profissionais do trecho.

Marcelo Rebelo de Sousa realizou a viagem entre a capital Lisboa e a cidade do Porto. A iniciativa, entretanto, partiu da Associação Motoristas do Asfalto, que enviaram uma carta ao presidente o convidando a fazer uma viagem de caminhão. A carta foi enviada em fevereiro de 2018 e em dezembro do mesmo ano, uma pequena viagem de 7 km foi feita na companhia do presidente.

Em janeiro deste ano, Marcelo Rebelo colocou o pé na estrada novamente e fez uma viagem de 6 horas acompanhado de Fernando Frazão, presidente da Associação Motoristas do Asfalto. Ele havia prometido, ainda em dezembro, que assim que pudesse faria uma viagem mais longa.

 

A viagem

Durante o trajeto, o presidente viajou em três caminhões considerados premium pelo mercado: um MAN TGX, um DAF XF e um Renault Truck da Gama T.

Depois de uma parada para o almoço em Coimbra, o presidente Sousa seguiu a segunda metade do percurso com a motorista Alexandrina Santos, de Renault. Ela é caminhoneira há 20 anos e faz viagens entre Portugal, Holanda, Bélgica, Inglaterra e Alemanha.

Alexandrina está entre as 50 caminhoneiras portuguesas que dirigem sozinhas pelas rodovias e contou sobre as condições difíceis que vive nas estradas, com estruturas voltadas apenas para os homens.

 

Problemas da categoria em Portugal

Não é só no Brasil que a categoria de motoristas profissionais sofre. Os problemas relatados ao presidente português durante o trajeto de 6 horas vão desde as condições ruins das estradas nacionais portuguesas à insegurança dos motoristas quanto a roubos e assaltos.

No país, a aposentadoria dos estradeiros também tem sido motivo de discussão. Caminhoneiros pedem para que a idade mínima para se aposentar baixe para 60 anos, além de se preocuparem com a falta de motoristas de caminhão no país, problema que muitos países no exterior, como os EUA, sofrem.

A desafaguem no frete e o preço no combustível também são assuntos de interesse dos estradeiros portugueses. Durante as paralisações de caminhoneiros no Brasil, em Portugal muitos aproveitaram para protestar também e dar atenção ao assunto.

 

E no Brasil?

Em terras brasileiras, por enquanto nenhum presidente do país chegou a fazer uma viagem semelhante a do chefe de Estado de Portugal. Porém há expectativa por parte da categoria de caminhoneiros que o atual Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, embarque em um caminhão para percorrer a BR 163 até Miritituba na época de chuva, para ver de perto as dificuldades dos estradeiros naquela região.

Quem já topou viajar de caminhão por aí para entender a demanda dos motoristas foi o presidente da Volvo, Roger Alm, junto com o jornalista Pedro Trucão. O empresário já passou por essa experiência de percorrer as estradas brasileiras por quatro vezes. A última foi em 2014, em Minas Gerais. Clique aqui para assistir.

 

E você parceiro, o que achou da iniciativa do presidente de Portugal?

 

Por Pietra Alcântara com informações do Transporta Brasil e Mundo Lusíada

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