sábado, setembro 26, 2020
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Retomada pode levar 5 anos, diz Anfavea

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Nesta segunda-feira, 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou à imprensa o balanço do primeiro semestre de 2020. Segundo a associação, uma retomada pode demorar cerca de 5 anos para o setor no Brasil, por causa da crise do coronavírus.

Leia também: Reabertura pode aumentar acidentes de trânsito, dizem especialistas

retomada
Retomada pode levar 5 anos, diz Anfavea.

Com impacto da pandemia da covid-19, a produção de veículos nesses seis meses – contabilizando leves e pesados – representou uma queda de 50,5% na comparação com o mesmo período de 2019.

Com esses dados e com base nas expectativas econômicas do país para o segundo semestre, a associação projeta produção de 1.630 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2020, volume 45% inferior ao de 2019.

 

Caminhões

Imagem: Mercedes-Benz

O setor de caminhões também foi afetado pela pandemia, embora as quedas não tenham sido tão drásticas quanto as dos veículos leves. Também foram mais amenas quando comparadas aos números referentes a venda de ônibus. Parte do alívio nas vendas de caminhões deve ser creditada aos bons resultados da safra agrícola.

Em junho, foram 9 mil unidades vendidas, o que representa aumento de 85,8% em comparação com o mês de maio, que contabilizou 4,8 mil unidades vendidas.

Quando comparamos os resultados de junho com o mesmo período do ano passado, a diferença é de 16,5%. Para Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, ainda é cedo para definir isso como retomada. “Não dá para dizer que os números do mês passado são o [resultado] que vai se concretizar nos meses seguintes”, explica.

No acumulado, houve diminuição de 19,1% nas vendas em relação ao primeiros semestre de 2019, que totalizaram 46,8 mil unidades vendidas. Em 2020, foram 37,9 mil caminhões vendidos no mesmo período.

Sobre as exportações de caminhões, foram 1,2 mil em junho deste ano e 636 em maio, o que representa crescimento de 93,4%. Em comparação com junho do ano passado, houve crescimento de 17,7%. No acumulado, houve redução de 19,2%.

Para o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini, o desempenho do mercado de caminhões em 2020 ainda depende de muitos fatores, que só poderão ser observados ao longo do tempo. “Também existe a expectativa de que a reabertura [do comércio] não regrida. Isso pode afetar no ponto de vista de mercado e até de profissão”, ele comenta. No momento, a Anfavea prevê licenciamento de cerca de 65 mil caminhões em 2020, acompanhando a queda do PIB em 7%.

 

Ônibus

otimismo das montadoras
Ônibus urbano movido a gás | Imagem: Divulgação

Foram 1 mil unidades de ônibus vendidas em junho deste ano, contra 666 unidades no mês de maio, representando 60,5% de aumento. Em relação ao ano passado, houve queda de 29,4%, já que em junho de 2019 foram 1,5 mil ônibus vendidos.

No acumulado deste ano, foram 5,7 mil unidades vendidas, contra 9,6 mil em 2019, com queda de 40,6%.

Nas exportações, foram 381 unidades de ônibus em junho, contra 266 em maio do mesmo ano. Isso representa aumento de 43,2%. Em 2019, no mesmo mês foram 603 unidades exportadas, o que representa queda de 36,8%. No acumulado, a queda representa 54,5%.

 

Máquinas agrícolas

Em maio, foram 3,9 mil unidades vendidas. Em junho, também foram licenciadas 3,9 mil máquinas agrícolas, representando 0,9% de aumento. Em comparação com junho de 2019, essa diferença vai para -9,6%.

No acumulado, vendas de máquinas agrícolas em 2019 e 2020 são bem parecidas e há uma diferença negativa de 1,3%. Nos primeiros seis meses de 2019, foram 19,9 mil máquinas vendidas, contra 19,6 mil no mesmo período de 2020.

Sobre as exportações, em junho foram 614 unidades exportadas, contra 747 em maio, o que representa queda de 19%. Quando comparamos com maio de 2019, em que 898 unidades foram vendidas, há queda de 31,6%.

Especialista no assunto, o vice-presidente Alfredo Miguel acredita que o setor agrícola terá crédito suficiente nos próximos meses para seguir em funcionamento. “O governo está disponibilizando crédito sem subsídios, em condições semelhantes ao plano safra. Haverá crédito suficiente para atender essa demanda durante o ano safra, que vai até junho [de 2020]. Acreditamos que a efetivação do plano safra se torna disponível no próximo dia 9”, concluiu.

 

Para conferir a carta da Anfavea na íntegra, clique aqui.

 

Pietra Alcântara

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