quinta-feira, outubro 29, 2020
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Vai ter greve dia 13? Caminhoneiros divergem

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Desde as paralisações de maio do ano passado, a todo momento surgem notícias de que uma nova mobilização de caminhoneiros está a ponto de acontecer. Hoje a notícia é a convocação para uma greve dia 13. No entendo, há realmente a possibilidade de isso acontecer?

Greve dia 13 ou 19?

Duas correntes ganharam as notícias este final de semana. A primeira alardeava uma mobilização no dia 19 de maio, próximo domingo, que aconteceria no estacionamento do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Um dos líderes desse movimento seria Marconi França, motorista de Recife/PE. O objetivo da ação seria “dar uma pressão nesse governo”. Ainda de acordo com o autônomo, as medidas do governo estão caminhando de forma muito lenta. Ele gostaria que os caminhoneiros ficassem no estádio até dia 23, quando acontece a última audiência pública da ANTT sobre o piso mínimo. Caso não haja nada concreto nesse dia, já seria anunciada a data para uma paralisação geral.

Outro movimento acontece pelo meio mais usual entre os caminhoneiros, o Whatsapp, sem liderança ou pauta definida, o preço do diesel aparece como fator, mas não existe exatamente uma reivindicação. As mensagens no aplicativo falam em surpreender o governo e programam a parada para amanhã, segunda-feira dia 13.

greve dia 13
Imagem que está circulando nos grupos de Whatsapp

Assim como diversas outras tentativas de mobilização desde 2018, as duas datas não contam com o apoio das entidades ou motoristas que protagonizaram a paralisação anterior. Isso porque esse grupo vem se reunindo periodicamente em Brasília e tem negociado com o governo, por isso acreditam em uma saída pacífica para as questões do transporte. Ainda assim eles sabem do crescente descontentamento dos motoristas. “O caminhoneiro autônomo está morrendo a míngua. Alguma coisa precisa ser feita urgentemente.”, afirmou o Presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), José da Fonseca Lopes. Já o autônomo Carlos Alberto Litti, que representa a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística, destacou que o diesel está voltando aos mesmos patamares da época da greve de 2018 e que os caminhoneiros estão se movimentando. “A insatisfação é crescente. A mesma onda de 21 de maio está começando a se agitar novamente”.

Mas vai ter mesmo?

Apesar da insatisfação grande, o assunto de uma paralisação nos próximos dias é muito menos recorrente em grupos de Whatsapp e Facebook no momento do que era no ano passado. Isso nos leva a acreditar que é pouco provável que um movimento grande tome as rodovias ainda este mês.

No entanto, o governo segue monitorando os grupos e dialogando para evitar uma greve geral. As ameaças de mobilização anteriores já renderam mudanças, como o fim da multa para o autônomo que carregar abaixo do piso, por exemplo.

E quais medidas o governo está tomando no momento?

Para atender as demandas dos caminhoneiros, o governo segue negociando. A ANTT está em processo de audiências públicas, para discutir e levantar sugestões sobre a tabela de fretes (clique aqui para saber como mandar sua sugestão). O Ministério da Infraestrutura também está revendo a questão de empréstimos e negociando saídas para frear o valor do diesel. E a Câmara dos Deputados têm recebido os autônomos em sessões abertas para discutir os problemas do setor (clique aqui para assistir). Os autônomos que têm ido a Brasília fazer parte dessas negociações entendem que o governo está mostrando boa vontade, por isso preferem dialogar e não fazer paralisações no momento.

Por Paula Toco

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