Na última quarta-feira, 24, foi realizada a segunda audiência pública, na Câmara Municipal de Campo Grande, para discutir a paralisação das obras de duplicação na BR 163 pela CCR MSVia. A empresa foi responsável por duplicar os mais de 800 quilômetros da rodovia em território sul-mato-grossense, mas paralisou os trabalhos assumidos em 2014 e quer rever o contrato de concessão. Para o Procon, a concessionária pode continuar cobrando pedágio, mas esse valor deve ser reduzido.

A CCR assumiu a concessão em 2014 e, no ano seguinte, após duplicar 90 quilômetros da rodovia, iniciou a cobrança do pedágio. Dos 845 quilômetros da via entre Mundo Novo e Sonora, o contrato previa a duplicação de 798.  A paralisação da obra gerou, de imediato, a perda de 1,5 mil empregos, segundo representantes de classe.

audiência pública

De acordo com Claudeir Alves Nata, Relações Institucionais da CCR MSVia, a concessionária investiu aproximadamente R$ 1,4 bilhão na BR 163. “A previsão contratual é que fossem entregues até maio de 2017 129 km e entregamos até agora 138 km. Então estamos de acordo com o contrato, que não é exclusivamente para duplicação e fizemos também 330 km de restauração de pavimento. O custo da restauração corresponde a 1/3 da duplicação, ou seja, cada 3 km de restauração corresponde a 1 km de duplicação. Se fosse só duplicação se transformaria em 330 km. Existem uma série de determinações previstas e contrato, foram feitas também a parte de vegetação, com roçada do mato, substituição de todas placas, tapa-buraco, para que pudesse a rodovia ter condições de ser utilizada”, disse.

Segundo Claudeir, a concessionária enfrentou dificuldades desde que o contrato de concessão foi firmado em 2014, por conta da crise financeira do País, como a redução do fluxo de veículos na rodovia, novas rotas de escoamento da produção por meio de hidrovias e ferrovias, assim como a queda do PIB e aumento da taxa de juros.

Segundo o vereador Carlão é possível notar algumas melhorias realizadas pela concessionária, mas analisou como negativa para a população a postura da CCR MSvia em não concluir as obras que já haviam sido iniciadas anteriormente a esta paralisação.

Já o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, afirmou que irá cobrar da concessionária um levantamento dos demais serviços prestados pela CCR-MS Via. “O Procon-MS irá encaminhar para a concessionária um pedido para realizar um levantamento dos serviços fornecidos pela empresa e, com isso, fazer um cálculo dos serviços prestados referente aos valores que estão sendo cobrados pelos pedágios”, anunciou.

 

Adaptado de Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal 

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