sábado, outubro 24, 2020
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BR 163: PRF e exército não conseguem acessar pontos críticos

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Na última quinta-feira, 28, as filas de caminhões na BR 163 já ultrapassavam os 40 km. Infelizmente, a situação não é novidade para quem é da categoria. Apesar de acontecer com frequência, a situação dos atoleiros BR 163 ainda gera prejuízos, falta de segurança e revolta em quem trafega pela rodovia na época da safra.

Agora, existem pontos críticos de atoleiros que nem mesmo a Polícia Rodoviária Federal e o exército conseguem acessar, uma vez que os caminhões tomaram toda a extensão da via.

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Imagem: Enviada via WhatsApp/Grupo Capixaba

Segundo informações da PRF, toda a situação se iniciou com a necessidade de interdições na via para realização de obras, inclusive com explosões de pedras com dinamites. O problema foi ainda agravado devido as intensas chuvas que caem na região e são comuns nesta época do ano em toda região Norte.

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Imagem: Enviada via WhatsApp/Grupo Capixaba

“Na BR 163 no trecho de Novo Progresso à Moraes de Almeida, onde está tendo obras com empreiteiras e o exército, está muito complicada com muita movimentação de caminhões, inclusive com acidentes acontecendo e formando um tumulto gigantesco”, conta Vanderlei Silva Ataídes, presidente da Aprosoja Pará. As informações são do Notícias Agrícolas.

 

Chuvas no local

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Imagem: Enviada via WhatsApp/Grupo Capixaba

Assista também: Rota de grãos pela BR 163

As chuvas na região só devem cessar a partir do dia 10 de março, porém, como o solo da região amazônica tem características de não secar rápido durante esse período de chuvas, ainda será preciso esperar que a terra seque antes dos caminhões retomarem seu curso rumo ao porto de Miritituba.

Nesse contexto, a preocupação fica por conta de cargas perecíveis que possam estragar nesse ínterim e prejuízos no escoamento da safra de grãos, principalmente vindas do norte do Mato Grosso. Uma estimativa do Movimento Pró-Logística calcula que os atoleiros da BR 163 já causam um prejuízo de R$ 600 milhões.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), são três os pontos de interdição onde há atoleiros. O Batalhão de Engenharia do Exército tem interditado os trechos para evitar que o transtorno fique ainda maior.

Na Serra da Anita, a pista está parcialmente interditada e, na quinta-feira, apenas uma carreta de sete eixos e outros dois caminhões conseguiram seguir no sentido norte. A região de Riozinho das Arraias também está com a pista parcialmente interditada. Já na Serra do Moraes, a situação é ainda pior. Como a pista está muito escorregadia, o trânsito foi totalmente interrompido. As informações são do Canal Rural do Mato Grosso.

 

Rota da safra

A distância entre a divisa com Mato Grosso e o porto de Miritituba-PA é de 707,4 km, segundo o DNIT. Atualmente, 658 km já estão pavimentados. Os 49  km restantes foram divididos em dois lotes de obras, sendo que os três quilômetros ao sul da Vila do Caracol permanecem sob responsabilidade do DNIT. Os outros 46 km estão sob responsabilidade do Exército Brasileiro.

A previsão é de que até o final deste ano todo o trecho esteja pavimentado. Você, estradeiro, acha que a promessa será cumprida?

Leia também: Obra na BR 163 reordenará tráfego na travessia urbana de Sorriso

 

Por Pietra Alcântara

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