Há duas semanas começaram a surgir os primeiros focos de insatisfação. Pequenas paralisações ocorriam de forma esporádica para reclamar sobre a nova política de preços da Petrobrás, que faz com que o preço do combustível mude quase que diariamente, e geralmente pra cima.

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Caminhoneiros fazem greve na BR-262, em Juatuba, na Grande Belo Horizonte, nesta segunda-feira dia 21. | Imagem: Douglas Magno / Estadão Conteúdo.

O movimento foi crescendo e ganhando adeptos, já que o transporte ainda nem saiu da crise e esse aumento de combustível pressiona motoristas autônomos, empresas e até os postos de combustível. Na semana passada, diversos sindicatos e associações de caminhoneiros se reuniram, fizeram suas pautas de reivindicações e deram para o governo prazo até dia 20 para acatarem ou pelo menos abrirem negociações sobre os pedidos. Como nada foi resolvido, neste segunda-feira, dia 21, as paralisações começaram.

Veja também: E se os caminhões sumissem por 5 dias?

 

17 estados parados

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Mapa da PRF mostrando interdições de rodovias federais no dia 21 de maio, segunda-feira. | Imagem: PRF

Como o preço do diesel afeta motoristas de norte a sul, mais da metade dos estados já apresentam algum protesto segundo levantamento do G1. Em alguns locais foram manifestações rápidas e em outros tudo deve continuar parado ao longo do dia. Veja a relação de locais parados no site do G1.

A PRF também está divulgando em seu portal de notícias quais trechos estão interditados, abrangendo todo o país. Acesse o site e saiba quais rodovias federais estão interditadas em tempo real.

 

Apoio de postos e empresas

Empresas não podem fazer greve. É lei. Mas a alta do preço afeta também transportadoras e postos de combustível, por isso, muitos deles estão apoiando o movimento. Diversos postos estão liberando seus pátios para que motoristas fiquem parados, assim como também o banho. Outros, como a rede Marajó, chegaram a oferecer café da manhã. Segundo o posto, se a paralisação continuar amanhã, eles devem servir café novamente.

 

Sindicatos e multas

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Manifestação em 2012. | Imagem: Estadão

Embora sindicatos a associações tenham se unido para dar início aos protestos, muitos deixam claro que fechar rodovias não é o caminho, como afirma a ABCAM – Associação Brasileira dos Caminhoneiros. Segundo a associação, o ideal é parar em casa, postos ou locais seguros.

Desde os protestos de 2015, usar o caminhão para fechar a via pode render multa de R$ 5.746. Além disso, a CCR, por exemplo, conseguiu ainda na sexta-feira uma liminar impedindo o fechamento da rodovia para a mobilização, os infratores teriam que pagar uma multa de R$ 300.000,00. A justiça do Paraná também estabeleceu multas de R$ 100.000,00 para quem fechasse rodovias.

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Imagem enviada por Simone de Cassia.

Apesar das possíveis multas, ainda assim há bloqueios em diversos pontos do País, mas geralmente só veículos de carga são parados. Carros, ônibus, veículos de emergência e caminhões com carga viva passam normalmente.

 

Onde acompanhar

A grande mídia está cobrindo os pontos de paralisação, você também pode se manter informado pelos canais do Pé na Estrada e nossos programas de rádio na Rádio Capital (das 4h30 às 6h e das 17h às 18h), Rádio Tropical (das 18h às 19h) e também 24h pela WebEstrada, no www.webestrada.com.br. Acompanhe também nosso site e redes sociais.

 

Por Paula Toco

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