Postos de combustíveis com enormes filas para abastecimento e preços lá em cima. Caminhoneiros em protesto pelas rodovias do país. Negociações com o governo que vem e vão a todo momento. O cenário pode lembrar o que aconteceu em maio de 2018, durante a Greve dos Caminhoneiros no Brasil, que mobilizou motoristas de todo país. Mas na verdade se trata da greve dos caminhoneiros em Portugal, que agitou o país nos últimos 6 dias.

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greve dos caminhoneiros em Portugal
Francisco São Bento, presidente do Sindicato Nacional de Transportadoras de Materiais Perigosos, anunciando fim da greve à imprensa | Imagem: Tiago Petinga/EPA/EFE

No último domingo, o Sindicato Nacional de Transportadoras de Materiais Perigosos (SNMPP) de Portugal anunciou o fim da greve iniciada na segunda-feira, 12.

Uma greve semelhante ocorreu em abril no que se caracterizou como o pior episódio de instabilidade industrial de Portugal em anos. As informações são do UOL.

 

Estado de emergência energética

A principal reivindicação da categoria durante a greve dos caminhoneiros em Portugal foi o aumento salarial acordado em maio do ano passado.

Durante cerca de 6 dias, motoristas optaram por interromper 100% dos serviços prioritários, em aeroportos, portos, hospitais de emergência; em 75% do transporte público; e 50% do público.

Já no segundo dia da greve, que aconteceu na semana passada, o governo local decretou emergência energética e chegou a declarar o movimento como ilegal.

O governo de Portugal também mobilizou o Exército para conduzir caminhões e abastecer postos de combustíveis no país. A medida chegou a receber críticas até de aliados do presidente.

Outra medida previa que grevistas pudessem ser presos caso não cumpram um serviço mínimo estipulado pelo governo.

Durante o período de paralisação, um racionamento foi imposto em todo o país, limitando o abastecimento a 15 litros de gasolina ou diesel por veículo particular.

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Fim da greve

O movimento começou a dar sinais de que estava na reta final na sexta-feira, 16, quando líderes da categoria patronal dos transportes, a Antram, e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (Simm), entraram em acordo para encerrar a paralisação.

O líder sindical, no entanto, admitiu que os patrões se mostram inflexíveis, por isso, será necessário a recorrer para outras formas de lutar, como não fazer horas extras e se recusar a trabalhar nos fins de semana.

Após o acordo, o Sindicato Nacional de Transportadoras de Materiais Perigosos (SMNPP), outra liderança envolvida nas paralisações, anunciou a suspensão temporária da parada de trabalho, para depois votar pelo fim da greve e o inicio de negociações.

 

Por Pietra Alcântara com informações do UOL

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