Depois de três dias de negociações entre os grevistas e o governo paraguaio, a paralisação dos caminhoneiros no Paraguai chega ao fim. A manifestação, que começou no dia 29 de janeiro e foi encerrada na última quarta-feira (7), refletiu na distribuição de combustível no país, além de afetar o comércio e a circulação nas regiões brasileiras que fazem fronteira com o país.

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A negociação chegou ao fim após o governo reajustar em 10% o valor do frete, principal reivindicação da classe. Os motoristas autônomos também pediam a revogação da liberação da circulação de caminhões bitrens estrangeiros pelas rodoviais paraguaias. Os caminhoneiros justificam que esse tipo de transporte tira o trabalho dos autônomos.

Com a decisão, o transporte da produção agrícola voltou a circular pelas rodovias do país, com destino ao mercado internacional.

A greve afetou o abastecimento em diversos setores do país. Em Cidade do Leste, na fronteira com Foz do Iguaçu (BR), postos de combustíveis começaram a racionar gasolina devido a falta do produto que ficou preso nos pontos de bloqueio nas estradas.

O secretário do Sindicato de Transporte de Cargas, Diego Bogarín, acusa os caminhoneiros de encabeçar a negociação sem a permissão do Sindicato, que esperava a anulação total do projeto sobre os bitrens e não que fosse postergado.

Adaptado de Rádio Cultura Foz

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