sexta-feira, julho 30, 2021

Transporte aéreo é modal com maior retração em 2020, diz CNT

De acordo com a análise da Confederação Nacional do Transporte (CNT), nos seis primeiros meses deste ano, os segmentos de transporte com maior retração foram o transporte aéreo, que recuou 35,2%; e o transporte terrestre, com -13,4%. O transporte aquaviário, mesmo com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, cresceu 13,7%.

Ouça também o podcast: Impacto da Pandemia no Transporte

transporte aereo
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Já na análise de junho deste ano, após dois meses de queda, o volume de serviços do setor de transporte cresceu 6,9%, quando comparado com maio de 2020. Grande parte desse desempenho se deveu ao crescimento do transporte aéreo no mês de junho, que registrou incremento de 58,9%.

Apesar de alto, cabe destacar que esse percentual se deve em função de a comparação se dar sobre uma base bastante reduzida no mês anterior. Também contribuíram para o resultado positivo os segmentos de armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio, com elevação de 4,5%, e o terrestre, com +3,6%. No mesmo período, o transporte aquaviário caiu 2,3%.

 

Antes da crise

Quando comparados os meses de junho e fevereiro deste ano, os números mostram que o transporte aéreo teve redução de 63,7% no volume de serviços. Já o volume de serviços prestados pelo transporte terrestre, em junho, foi 21,3% menor que o observado em fevereiro.

O presidente da CNT, Vander Costa, afirma que o transporte foi atingido, no primeiro semestre deste ano, por uma crise sem precedentes, que abalou fortemente alguns segmentos.

De acordo com ele, apesar de o setor já ter dado alguns sinais de recuperação, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar os patamares econômicos pré-crise. “Estamos iniciando um processo lento de recuperação, e os números de junho mostram isso. Mas o setor ainda se ressente da maior crise econômica já enfrentada. Esperamos que, nos próximos meses, a atividade econômica reaja e que os nossos indicadores possam se aproximar ao máximo daqueles registrados antes da pandemia.”

 

Adaptado de CNT

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